A Igreja é a coluna (mestra) e sustentáculo (preservadora) da verdade – 1º Tim 3,15

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É importante falar de Deus, das coisas de Deus, sem tirar os pés do mundo, pois estamos nele, embora que não sejamos dele. O Viver em Deus, fala de Deus, dos fatos da Igreja, do meio cristão católico. O Viver em Deus não é fechado em si mesmo, portanto faz também a apresentação de obras de outros sites católicos, o que, aqui, mais se evidencia, no intuito da divulgação e conhecimento dos mesmos. UM BLOG A SERVIÇO DA IGREJA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. Sejam todos bem - vindos!

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Quando neste blog é falado, apresentado algo em defesa da Igreja, contra o protestantismo, é feito com um fundo de tristeza ao ver que existem "cristãos" que se levantam contra a única Igreja edificada pelo Senhor Jesus no mundo. Bom seria se isto não existisse, a grande divisão cristã. Mas os filhos da Igreja têm que defendê-la.

Saibam, irmãos(ãs), que o protestantismo, tendo que se sustentar, se manter, se justificar, terá que ser sempre contra a Igreja católica (do contrário não teria mais razão de sê-lo) ainda que seja pela farsa, forjar documentos, aumentar e destorcer fatos (os que são os mais difíceis para se comprovar o contrário pelos cientistas católicos, pois trata-se de algo real, mas modificado, alterado para proveito próprio.) E tentarão sempre atingir a Igreja na sua base: mentiras contra o primado de São Pedro, contra o Papa e sua autoridade, contra o Vaticano, contra a sua legitimidade, e outros tantos absurdos. São, graças a Deus, muitos sites católicos que derrubam (refutam) estas mentiras, provando o seu contrário, bastando portanto se fazer uma pesquisa séria, por exemplo, com o tema: cai a farsa protestante, refutando o protestantismo, etc. O Espírito Santo jamais abandona sua Igreja. Que saibamos, por este Espírito, amar aos protestantes que não participam destas ações malignas, e aos que se incumbem destas ações, os inimigos da Igreja, que saibamos, ainda que não consigamos amá-los o bastante, ao menos respeitá-los em sua situação crítica perante Jesus e desejar a eles a conversão e a Salvação de Nosso Senhor Jesus. "Se soubéssemos verdadeiramente o que é o inferno, não o desejaríamos ao pior inimigo".

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Notas Importantes

*O marcador “IDOLATRIA”, na seção TEMAS, abaixo, à esquerda, assim está exposto com a função de desmentir as acusações de idólatras aos católicos, outras vezes também denunciando que estes próprios acusadores cometem a idolatria ao dinheiro, entre outras.

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terça-feira, 30 de agosto de 2016

A interessante resposta de São Jerônimo a um inimigo das relíquias dos santos



Padre Paulo Ricardo

É “idolatria” honrar as relíquias dos mártires? Por que os católicos veneram os restos mortais dos santos? Confira a resposta contundente de São Jerônimo a um herege de sua época e descubra qual a verdadeira doutrina católica sobre as santas relíquias.

Estamos no século V. Ainda não há eletricidade, ainda não se sabe da existência da América, ainda não se conhecem as universidades. Entretanto, o ser humano já possui um conhecimento muito maior e mais extraordinário que qualquer outro: "Verbum caro factum est – O Verbo se fez carne" (Jo1, 14). Já há Igreja Católica, já existem Papa e bispos, sem falar de uma multidão de fiéis que, atraída pela verdade do Evangelho, segue a doutrina de Cristo e obedece aos legítimos pastores da Igreja [1].

Neste tempo, vale lembrar, ainda não há protestantismo. Ainda não há Lutero, não há Calvino, enem sequer os iconoclastas começaram a quebrar imagens no Império Bizantino. Mesmo assim, uma questão perturba a mente de algumas pessoas: refere-se às "relíquias" dos santos. O termorelíquia vem do latim e significa "restos". O que acontece é que os restos mortais dos mártires – homens e mulheres que confessaram publicamente a sua fé em Jesus, até o ponto de morrerem por isso – são recolhidos pelo povo cristão e venerados publicamente na Igreja. Ossos e outros objetos ligados a eles são depositados em lugares sagrados, reverenciados e honrados como se as almas santas que animaram aqueles instrumentos ainda estivessem ali, vivas entre eles.

A pergunta que alguns fazem – e que os reformadores protestantes repetirão um milênio depois – é se a veneração daquelas relíquias não estaria desviando o foco de Cristo ou, para ser mais direto, não acabava constituindo uma espécie de "idolatria" ou "superstição" pagã. Afinal, tamanho apego a coisas materiais não seria uma ofensa à doutrina essencialmente espiritual ensinada por Jesus?

Cabe esclarecer que não são muitas as pessoas a fazer esse tipo de questionamento. De fato, a grande massa de cristãos não tem dúvidas a respeito da importância de custodiar e honrar os restos mortais dos santos. Uma epístola circular do martírio de São Policarpo de Esmirna, por exemplo, atesta que os ossos dos mártires são tidos pelos cristãos como "mais preciosos que as pedras de valor e mais estimados que o ouro puro" [2]. Isso ainda no século II, muito antes de Constantino conceder a liberdade de culto aos cristãos! Desde aqueles anos, a prática de venerar as relíquias dos mártires não pára de crescer, com a mesma rapidez que o Evangelho se vai impregnando nas mentes e nos corações dos homens.

São poucos os que contestam o culto das relíquias, mas o posto dos que coçam a cabeça não permite que sejam ignorados. – Há um presbítero falando mal das santas relíquias, e isso pode causar dano às almas! – Foi o que pensou São Jerônimo, ao levantar-se contra o herege Vigilâncio de Aquitânia, um clérigo que, entre muitos erros, defendia o fim do culto às relíquias e das vigílias nas basílicas dos mártires.

A resposta de Jerônimo a Vigilâncio – condensada em uma de suas epístolas [3] – é dura e incisiva, e pode até mesmo chocar os ouvidos mais frágeis. Poucos textos, porém, são tão claros e contundentes na exposição da doutrina católica a respeito da veneração aos santos.
Carta 109 (53) "Acceptis primum",
a Ripário, presbítero de Aquitânia, c. ano 404 

Informado de que Vigilâncio condenava tanto a veneração às relíquias dos mártires quanto as vigílias feitas diante de seus sepulcros, São Jerônimo como que trava combate nesta carta e se declara disposto a refutar estes erros, caso Ripário, seu destinatário, lhe envie os escritos de Vigilâncio.

1. Tendo recebido tuas cartas, <ó Ripário>, julgo que não as responder seria arrogância; e respondê-las, ao contrário, seria temeridade. Com efeito, as coisas que me perguntas não podem nem ouvir-se nem contar-se sem sacrilégio. Dizes, pois, que este tal Vigilâncio, a quem eu, com mais propriedade, chamaria Dormitâncio [4], voltou a abrir a boca suja para exalar contra as relíquias dos santos mártires o seu terrível mau cheiro: julgando-nos adoradores de ossos, ele nos chama cinerários [5] e idólatras. Oh! homem infeliz e digno de pena, que, ao dizer tais coisas, não percebe ser mais um samaritano e judeu, os quais, preferindo a letra que mata ao Espírito, que dá vida (cf. 2Cor 3, 6), consideram impuros não só os cadáveres, mas inclusive a mobília de suas casas. Nós, ao contrário, recusamo-nos a adorar, não digo nem as relíquias dos mártires, mas nem sequer o sol, a lua ou os anjos, sejam arcanjos, querubins ou serafins, nem nenhum nome que possa haver quer neste mundo, quer no futuro (cf. Ef 1, 21), pois não podemos servir mais às criaturas do que ao Criador, que é bendito pelos séculos (cf. Rm 1, 25). Veneramos, todavia, as relíquias dos mártires, a fim de adorarmos Aquele de quem eles são mártires; honramos, sim, os servos, para que a honra prestada a eles recaia sobre o seu Senhor, que diz: "Quem vos recebe, a Mim recebe" (Mt 10, 40). São, portanto, impuras as relíquias de Pedro e Paulo? Quer dizer então que o corpo de Moisés, sepultado, como lemos, pelo próprio Senhor (cf. Dt 34, 6), não passa de imundície? Sendo assim, todas as vezes que entramos nas basílicas dos apóstolos e profetas, como também nas de todos os mártires, são ídolos o que ali veneramos? As velas acesas diante de seus túmulos são, enfim, sinais de idolatria? Farei uma só pergunta mais, que há de ou curar ou ensandecer de vez a cabeça insana deste autor, a fim de que as almas simples não se percam por causa de tamanhos sacrilégios. Acaso era imundo também o corpo do Senhor enquanto esteve no sepulcro? Os anjos, portanto, com vestes resplandecentes, vigiavam aquele cadáver "sórdido" para que, séculos mais tardes, o delirante Dormitâncio vomitasse esta porquice e, assim como o perseguidor Juliano, destruísse nossas igrejas, ou mesmo as convertesse em templos ?

2. Surpreende-me que o santo bispo em cuja paróquia, pelo que dizem, é presbítero, concorde com esta loucura e nem com disciplina apostólica nem com disciplina férrea corrija esse vaso inútil "para a mortificação do seu corpo, a fim de que a sua alma seja salva" (1Cor 5, 5). Ele deveria lembrar-se do que dizem os Salmos: "Se vês um ladrão, te ajuntas a ele, e com adúlteros te associas" (Sl 49, 18); e noutra passagem: "Todos os dias extirparei da terra os ímpios, banindo da cidade do Senhor os que praticam o mal" (Sl 100, 8). E ainda: "Pois não hei de odiar, Senhor, os que vos odeiam? Os que se levantam contra vós, não hei de abominá-los? Eu os odeio com ódio mortal" (Sl 138, 21-22). Ora, se não se devem honrar as relíquias dos mártires, como então lemos: "Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos" (Sl 115, 6 [15])? Se, pois, os ossos tornam impuros os que os tocam, como o cadáver de Eliseu, que, segundo Vigilâncio, jazia imundo na sepultura, pôde trazer à vida outro corpo morto (cf. 2Rs 13, 21)? Logo, foram impuros todos os arraiais do exército de Israel e o próprio povo de Deus, já que, levando consigo pelo deserto os corpos de José e dos patriarcas, trouxeram à Terra Santa as cinzas dos mortos? Também José, deste modo, foi profanado, ele que, com grande pompa e cortejo, partira com a ossada de Jacó em direção a Hebron, unicamente para reunir os restos imundos de seus parentes, juntando um morto aos outros? Oh! deveriam os médicos cortar esta língua e pôr sob tratamento esta insanidade. Se ele [sc. Vigilâncio] não sabe falar, que aprenda ao menos a calar-se. Eu mesmo já tive ocasião de ver outrora este monstro e, servindo-me dos textos da Escritura como das amarras de Hipócrates, tentei conter o seu furor; mas ele, tomando o seu partido, preferiu fugir e refugiar-se entre as vagas do Adriático e os Alpes do rei Cócio [i. e. Alpes Cócios], donde pôde desfazer-se em injúrias contra nós. De fato, tudo quanto um tolo diz não é senão vociferação e barulho.

3. Tu talvez me repreendas em teu íntimo por haver-me dirigido nestes termos a quem não está presente para defender-se. Devo, contudo, confessar-te a minha dor. Não posso ouvir pacientemente tal sacrilégio. Eu li, pois, sobre a lança de Finéias (cf. Nm 25, 7); sobre a austeridade de Elias (cf. 1Rs 18, 40); sobre o zelo de Simão Cananeu; sobre a severidade de Pedro, a Ananias e Safira (cf. At 5, 5); sobre, enfim, a constância de Paulo, punindo com cegueira perpétua a Elimás, o Mago, que se opunha às vias do Senhor (cf. At 13, 8-11). Não há crueldade no ser temente a Deus. De fato, na própria Lei se diz: "Se o teu irmão, ou um teu amigo, ou a tua esposa te quiserem desviar da verdade, esteja a tua mão sobre eles, e tu lhes derramará o sangue, e tirarás o mal de Israel" (cf. Dt13, 6-9). Pois bem, <ó Vigilâncio>, são imundas as relíquias dos mártires? Por que então trataram os Apóstolos de enterrar com grande dignidade o corpo "imundo" de Estevão? Por que fizeram a seu respeito um grande pranto (cf. At 8, 2), a fim de que a sua lamentação se tornasse a nossa alegria? Ora, não fosse isso o bastante, tu [sc. Ripário] também me dizes que ele despreza as vigílias. E vai nisto contra o próprio nome, como se Vigilâncio quisesse antes dormir do que ouvir o Senhor, que diz: "Então não pudestes vigiar uma hora comigo... Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca" (Mt 26, 40-41). E noutra passagem canta o profeta: "Em meio à noite levanto-me para vos louvar pelos vossos decretos cheios de justiça" (Sl 118, 62). Lemos também no Evangelho que o Senhor passava as noites orando a Deus (cf. Lc 6, 12) e que os Apóstolos, quando eram mantidos sob custódia, costumavam vigiar e entoar salmos a noite inteira, para que a terra estremecesse, o carcereiro se convertesse, o magistrado e a cidade se enchessem de horror (cf. At 16, 25-38). Paulo diz: "Sede perseverantes, sede vigilantes na oração" (Col 4, 2) e, noutro lugar, em "vigílias repetidas" (2Cor 11, 27). Que Vigilâncio durma, então, se assim lhe aprouver, e seja sufocado com os egípcios pelo exterminador do Egito (cf. Ex 11, 4-6). Nós, porém, digamos com Davi: "Não, não há de dormir, não há de adormecer o guarda de Israel" (Sl 120, 4), para que venha a nós o Santo Velador (cf. Dn 4, 10) [6]. Mas se porventura, devido aos nossos pecados, Ele adormecer, enquanto nossa barca se enche d'água, despertêmo-lO: "Levanta-Te, Senhor, como dormes?" e clamemos: "Senhor, salva-nos, nós perecemos" (Mt 8, 25).

4. Quisera eu poder escrever-te mais coisas, <ó Ripário>; os limites de uma simples carta, porém, impõe-nos a modéstia do silêncio. De resto, tivesses tu nos enviado os livros de suas cantilenas, saberíamos em detalhe a que objeções poderíamos responder. Por ora, apenas golpeamos o ar (cf. 1Cor 9, 26) e demos a conhecer não tanto a infidelidade dele, que é manifesta a todos, quanto a nossa própria fé. Mas se desejares que discorramos com mais vagar a este respeito, envia-nos as suas lamúrias e tolices, para que afinal dê ouvidos à pregação de João Batista: "O machado já está posto à raiz das árvores: toda árvore que não produzir bons frutos será cortada e lançada ao fogo" (Mt 3, 10).

Referências

Cf. Catecismo de S. Pio X, n. 3: "Verdadeiro cristão é aquele que é batizado, crê e professa a doutrina cristã e obedece aos legítimos Pastores da Igreja."

De Martyrio Sancti Polycarpi, 18 (PG 5, 1043).

O original dessa epístola de São Jerônimo a Ripário está no volume 22 da Patrologia Latina, 906-909.

Um sarcástico jogo de palavras: Vigilâncio (Vigilantius), isto é, "aquele que está desperto"; Dormitâncio (Dormitantius), ou "o que dorme".

Assim eram pejorativamente chamados os cristãos dos primeiros séculos, por venerarem as cinzas e as relíquias de santos e mártires.

No original, lê-se: "[...] ut ad nos veniat et air, qui interpretatur vigil." Pode tratar-se de uma referência ao Espírito Santo. Os trechos precedente e seguinte, no entanto, dão a entender que é realmente de Nosso Senhor Jesus Cristo que São Jerônimo fala.

Título Original: A resposta de São Jerônimo a um inimigo das relíquias dos santos


Site: Padre Paulo Ricardo
Editado por Henrique Guilhon

domingo, 28 de agosto de 2016

Enquanto caminharmos nesta vida terrena, nós vamos precisar de cura interior


Encontro Curar-ser para ser feliz

Eliana Ribeiro – Créditos: Wesley Almeida/Canção Nova

Eliana Ribeiro

Não é pela cura, mas é o amor de Deus que faz valer a vida

Sinto lhe informar que a cura interior não é só um momento da nossa vida, mas é para toda a nossa vida. Enquanto caminharmos nesta vida terrena, nós vamos precisar de cura interior.

O pecado que nos feriu é essa inclinação para baixo. Sendo a morte o salário do pecado, todas as nossas escolhas erradas terão consequências, tudo o que semearmos nós colheremos.

E se não alcançarmos a cura?

Se não formos curados, seremos felizes? Se a cura que imaginamos ter neste vida não for alcançada, será possível ser feliz?

É possível sim, pois, caso contrário, estaríamos limitando a nossa caminhada com Deus, a nossa fé, a uma cura. O Senhor quer nos dar essa felicidade, mas é muito limitado da nossa parte acharmos que tudo se encerra nesta vida. Se não tivermos aquela cura que tanto queremos, vamos ser infelizes? Claro que não!

Eu experimentei a morte muito perto de mim,e sei que ela é a única certeza que temos nesta vida. Até podemos planejar, mas não sabemos o que acontecerá daqui a cinco minutos. Só uma coisa é certa: vamos morrer.

Achamos que a morte é o encerramento de tudo, mas, meus irmãos, nós cristãos temos de crer que a morte é só uma passagem para a felicidade plena. Hoje, ouvimos muito que basta ser feliz nesta terra. Não! Deus derrama a Sua cura sobre nós para conquistarmos a vida eterna, a felicidade perfeita.

Até para nossas crianças existe um desenho animado que diz que o céu é mal, que nos faz acreditarmos que o que construimos nesta terra é o bastante, como conquistas intelectuais, sociais, profissionais e financeiras.

Um divisor de águas em minha vida

Deus sempre tem o melhor para nós. Ele nos surpreende e vai sempre além das nossas expectativas. Eu estou lhe dizendo isso para que você não limite sua vida e seu ministério a uma cura, porque o Senhor quer nos elevar até o céu, pois lá sim teremos a felicidade plena.

Experimentar a morte nesta terra foi um marco para mim. Foi a morte do meu pai que inaugurou um tempo de graça na minha vida. Você pode se perguntar: “Uma morte?” Sim!

Eu estava há um ano na Comunidade Canção Nova e fui passar um fim de ano com meus pais. Na volta, um carro bateu de frente com o nosso.

Eu sentia muitas dores, quebrei o pé, a bacia, a clavícula, rompi os ligamentos da mão. Fiquei sabendo da morte do meu pai, mas não pude ir ao enterro dele. Sofri muito, não tanto pelas dores nem por ter de ficar três meses de cama, mas pela perda do meu pai, pela saudade.

Meu pai, que foi me buscar tantas vezes em que eu bebi e não conseguia chegar em casa. Meu pai, que não entraria comigo no meu casamento.

A dor física era muito grande, mas a dor na alma era muito pior. No entanto, eu nunca questionei Deus. “Eu não merecia estar aqui, não! Eu larguei minha faculdade, meu emprego, larguei tudo o que eu gostava, larguei minha família e é isso que eu recebo com um ano de Canção Nova?!”. Não! Eu não disse nada disso para o Senhor. Eu só dizia: “Eu aceito”.

Nesse tempo, eu fiquei com a minha tia, ficava num quarto em que tinha uma cruz; da janela, eu conseguia enxergar o convento da Penha. E eu dizia: “Eu ofereço”.

Eliana Ribeiro prega na Canção Nova – Créditos: Wesley Almeida/Canção Nova

Meu foco, nesta época, não era ser curada, era ter forças. Mesmo em meio às dores, mesmo em meio à tragédia, é possível continuar em Deus, é possível encontrar razão para viver, é possível encontrar alegria.

“Senhor, eis-me aqui. Tudo bem, mas me dê forças”. Mesmo com tudo que passei, eu queria mais de Deus.

Passado todo o tempo de recuperação, quando eu voltei para a Comunidade Canção Nova, fui a casa do padre Jonas e ele me disse: “O professor Felipe Aquino ia pregar agora, mas não pôde vir. Será que você não quer testemunhar o que aconteceu com você e como está superando tudo?”.

Eu respondi: “Durante todo esse tempo, o que eu pedi a Deus foi: ‘Senhor, dá-me forças para eu testemunhar que é possível estar em Ti, mesmo em meio à tragédia. Era exatamente isso que eu esperava!”.

A cura é um meio para sermos mais de Deus

A cura que você recebeu na sua vida, tudo que você passou e sofreu até agora, foi só um meio para que estivesse cada vez mais próximo do Senhor. Em meio a tantas loucuras, tantas crueldades que vemos hoje, é só o amor de Deus que pode nos colocar de pé. É por isso que eu digo: a morte do meu pai foi para mim um divisor de águas.

Não pare, não limite a sua fé. Avance com enfermidades, com pecados, corra para os braços de Deus. Quando nós somos generosos para com o Senhor, Ele nos acolhe e é mais generoso conosco.

Por que Deus permite a maldade e o sofrimento no mundo? Isso é um mistério que não caberá na nossa cabeça. Mas Deus é fiel! Não se limite, não limite a sua fé, a sua mente, a enfermidade que você traz. Pelo contrário, pegue tudo isso e dê mais um pouco. Caiu no pecado? Então, levante-se! Vá buscar a confissão. Peça a Deus também o arrependimento.

Vá a Missa, receba a Eucaristia, que é vital, é o ápice da nossa vida.

Transcrição e adaptação: Sandro Arquejada 

Veja:




Eliana Ribeiro
Missionária da Comunidade Canção Nova

Título Original: O amor de Deus nos cura


Site: Eventos Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon

sábado, 27 de agosto de 2016

Mais um sinal numa tragédia: Mais uma imagem sagrada é encontrada intacta sob escombros

Terremoto, la Madonna tra le macerie di Pescara del Tronto: intatta la statua della Vergine 

Mais uma vez a natureza respeita uma imagem sagrada deixando-a intacta. Mas, será que foi mesmo só a natureza? Nos últimos desastres naturais vêm se multiplicando estas ocorrências de imagens sagradas que saem intactas sob escombros em tragédias, algumas levemente atingidas, mas preservadas na sua estrutura. Não há dúvidas que Deus quer comunicar sua assistência nesses momentos. É uma comunicação divina em meio ao mistério desses acontecimentos terríveis!
Henrique Guilhon
AciDigital

Depois do devastador terremoto do dia 24 de agosto que sacudiu o centro da Itália e deixou até agora mais de 267 mortos, 387 feridos e inúmeros danos materiais, uma imagem da Virgem Maria apareceu intacta.

Entre tanta destruição causada pelo terremoto de 6,2 graus na escala do Richter, a imagem mariana foi encontrara entre os escombros de uma pequena capela na cidade de Pescara del Tronto, um dos locais mais afetados pelo sismo.

Segundo informou a mídia italiana, a imagem da Virgem se encontrava em um nicho de cristal a dois metros de altura em uma igreja da localidade de Pescara.

Apesar da violência do tremor, a imagem permaneceu livre de danos.

Encontrar esta imagem intacta se tornou em símbolo de esperança e de cuidado maternal da Virgem para muitos nestes momentos de dificuldade para o povo italiano.

Título Original: Encontram imagem intacta da Virgem Maria após devastador terremoto na Itália


Site: AciDigital
Editado por Henrique Guilhon

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O uso dos sacramentais na luta contra o mal



Prof. Felipe Aquino

O Catecismo da Igreja diz que “Chamamos de sacramentais os sinais sagrados instituídos pela Igreja, cujo objetivo é preparar os homens para receber o fruto dos sacramentos e santificar as diferentes circunstâncias da vida” (n.1677). Entre os sacramentais, figuram em primeiro lugar as bênçãos (de pessoas, da mesa, de objetos e lugares). Toda bênção é louvor Deus e pedido para obter seus dons. (n.1672)

Os sacramentos produzem seu efeito “ex opere operato”, quer dizer, “pela obra realizada”, é ação direta de Deus; sua validade e eficácia não dependem da santidade do ministro ou do fiel; já a eficácia dos sacramentais (“ex opere operantes”), “pela ação daquele que opera”, depende da disposição dos que os recebem. Assim, para que haja frutos das graças dos sacramentais, é necessário boa disposição ao recebê-los. É necessário estar na graça de Deus para receber as graças atuais dos sacramentais com maior eficácia.

Entre os sacramentais, estão as bênçãos de modo geral. Vale destacar as bênçãos que dão o Papa, os Bispos e os sacerdotes; os exorcismos; a bênção de reis, abades ou virgens e, em geral, todas as bênçãos sobre coisas santas.

Além das bênçãos temos algumas orações, como as Ladainhas de modo geral (Nossa Senhora, Sangue de Cristo, Espírito Santo, São José, São Miguel, etc.). A água benta; usada em certas unções que se usam em alguns sacramentos. O pão bento ou outros alimentos santificados pela bênção de um sacerdote ou diácono. As imagens e medalhas sagradas abençoadas, etc.

Os efeitos que produzem os sacramentais recebidos com as disposições necessárias são muitos. Obtêm graças atuais, pela intervenção da Igreja. Perdoam os pecados veniais. Podem perdoar toda pena temporal, devida, pelas indulgências ligadas ao uso dos sacramentais. Obtêm-nos graças para a nossa vida terrena, como a saúde corporal, defesa contra as tempestades, uma viagem bem-sucedida, etc. Além disso nos livram das tentações do demônio ou nos dão forças para vencê-las.

O Concílio Vaticano II disse que “não há uso honesto das coisas materiais que não possa ser dirigido à santificação dos homens e o louvor a Deus.”( Const. Sacrosanctum Concilium, 61).

Tendo em vista os seus efeitos, os sacramentais nos protegem contra a ação do demônio. Especialmente o crucifixo, a água benta, as medalhas, imagens e quadros de Nossa Senhora, dos Anjos e dos Santos, o escapulário de Nossa Senhora do Carmo, o Agnus Dei, etc., nos protegem contra a ação do Mal quando os usamos e veneramos com fé e devoção. É claro que não podemos fazer um uso supersticioso desses objetos; como se agissem por si mesmos sem a nossa disposição de fé.

De modo especial a Igreja emprega o uso do Rito do exorcismo para expulsar o demônio de alguém que tenha sido possuído por ele.

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“Quando a Igreja exige publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a influência do maligno e subtraído a seu domínio, fala-se de exorcismo” (Cat. n. 1674).

No Batismo é realizado o exorcismo na forma simples. “O exorcismo solene, chamado “grande exorcismo”, só pode ser praticado por um sacerdote, com a permissão do bispo. Nele é necessário proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja. O exorcismo visa expulsar os demônios ou livrar da influência demoníaca, e isto pela autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja”. (n. 1674)

Leia também: 



Site: Cléofas
Editado por Henrique Guilhon