A Igreja é a coluna (mestra) e sustentáculo (preservadora) da verdade – 1º Tim 3,15

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É importante falar de Deus, das coisas de Deus, sem tirar os pés do mundo, pois estamos nele, embora que não sejamos dele. O Viver em Deus, fala de Deus, dos fatos da Igreja, do meio cristão católico. O Viver em Deus não é fechado em si mesmo, portanto faz também a apresentação de obras de outros sites católicos, o que, aqui, mais se evidencia, no intuito da divulgação e conhecimento dos mesmos. UM BLOG A SERVIÇO DA IGREJA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. Sejam todos bem - vindos!

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Quando neste blog é falado, apresentado algo em defesa da Igreja, contra o protestantismo, é feito com um fundo de tristeza ao ver que existem "cristãos" que se levantam contra a única Igreja edificada pelo Senhor Jesus no mundo. Bom seria se isto não existisse, a grande divisão cristã. Mas os filhos da Igreja têm que defendê-la.

Saibam, irmãos(ãs), que o protestantismo, tendo que se sustentar, se manter, se justificar, terá que ser sempre contra a Igreja católica (do contrário não teria mais razão de sê-lo) ainda que seja pela farsa, forjar documentos, aumentar e destorcer fatos (os que são os mais difíceis para se comprovar o contrário pelos cientistas católicos, pois trata-se de algo real, mas modificado, alterado para proveito próprio.) E tentarão sempre atingir a Igreja na sua base: mentiras contra o primado de São Pedro, contra o Papa e sua autoridade, contra o Vaticano, contra a sua legitimidade, e outros tantos absurdos. São, graças a Deus, muitos sites católicos que derrubam (refutam) estas mentiras, provando o seu contrário, bastando portanto se fazer uma pesquisa séria, por exemplo, com o tema: cai a farsa protestante, refutando o protestantismo, etc. O Espírito Santo jamais abandona sua Igreja. Que saibamos, por este Espírito, amar aos protestantes que não participam destas ações malignas, e aos que se incumbem destas ações, os inimigos da Igreja, que saibamos, ainda que não consigamos amá-los o bastante, ao menos respeitá-los em sua situação crítica perante Jesus e desejar a eles a conversão e a Salvação de Nosso Senhor Jesus. "Se soubéssemos verdadeiramente o que é o inferno, não o desejaríamos ao pior inimigo".

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Notas Importantes

*O marcador “IDOLATRIA”, na seção TEMAS, abaixo, à esquerda, assim está exposto com a função de desmentir as acusações de idólatras aos católicos, outras vezes também denunciando que estes próprios acusadores cometem a idolatria ao dinheiro, entre outras.

*Os anúncios que aparecem neste blog podem porventura não serem compatíveis com a doutrina católica, por escaparem da filtragem do sistema. Aconselha-se a quem se incomodar com estes anúncios, atualizar a página do blog até que eles sejam modificados.

*Ao usar o telemóvel escolha a opção “visualizar versão para a web”, localizada abaixo da opção “página inicial” , para que sejam utilizados todos os recursos apresentados na página como vista no computador.

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Tradutor

sexta-feira, 27 de março de 2020

Papa Francisco abençoou o mundo e concedeu indulgência plenária frente ao coronavírus




AciDigital

O Papa Francisco presidiu nesta sexta-feira, 27 de março, um momento extraordinário de oração devido à pandemia de coronavírus, no qual concedeu a bênção Urbi et Orbi a Roma e ao mundo, com a possibilidade dos fiéis obterem a indulgência plenária.

O Santo Padre presidiu a oração do átrio da Basílica de São Pedro, em meio à chuva e diante de uma praça vazia, devido às medidas de segurança que as autoridades italianas estabeleceram para superar a emergência sanitária.

A oração começou com a leitura da passagem do Evangelho de São Marcos (4,35-41), na qual Jesus acalma a tempestade no mar da Galileia, depois de ser despertado pelos apóstolos que o acompanhavam na barca.

"Deus Onipotente e misericordioso, olha nossa dolorosa condição: conforte os seus filhos e abra nossos corações à esperança, para que possamos sentir em nosso meio a tua presença de Pai", disse o Santo Padre antes da leitura do Evangelho.

No evento estiveram o ícone mariano da Salus Populi Romani (Saúde do povo romano), diante do qual rezou há alguns dias na Basílica de Santa Maria Maior, e o Cristo milagroso de São Marcelo, diante do qual também rezou pelo fim da pandemia.

Em sua meditação, o Papa assinalou que, atualmente, e diante da epidemia de coronavírus, “densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo de um silêncio ensurdecedor e um vazio desolador, que paralisa tudo à sua passagem: pressente-se no ar, nota-se nos gestos, dizem-no os olhares”.

"Revemo- nos temerosos e perdidos. À semelhança dos discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos, carecidos de mútuo encorajamento”.

“Com Ele a bordo, experimentaremos – como os discípulos – que não há naufrágio. Porque esta é a força de Deus: fazer resultar em bem tudo o que nos acontece, mesmo as coisas ruins. Ele serena as nossas tempestades, porque, com Deus, a vida não morre jamais. O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar", disse o Santo Padre.

“O Senhor desperta, para acordar e reanimar a nossa fé pascal. Temos uma âncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor".

Francisco então enfatizou que, "no meio deste isolamento que nos faz padecer a limitação de afetos e encontros e experimentar a falta de tantas coisas, ouçamos mais uma vez o anúncio que nos salva: Ele ressuscitou e vive ao nosso lado".

O Papa Francisco também nos encorajou a abraçar a cruz de Cristo, pois nela “fomos salvos para acolher a esperança e deixar que seja ela a fortalecer e sustentar todas as medidas e estradas que nos possam ajudar a salvaguardar-nos e a salvaguardar. Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança. Aqui está a força da fé, que liberta do medo e dá esperança".

“Queridos irmãos e irmãs, deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de vos confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo desça sobre vós, como um abraço consolador, a bênção de Deus", enfatizou.

Após sua reflexão, o Santo Padre foi até a entrada da Basílica de São Pedro, onde fez adoração ao Santíssimo Sacramento em silêncio por vários minutos, acompanhado por algumas autoridades do Vaticano, e depois presidiu algumas orações, como a súplica em ladainhas.

Em seguida, foi entoado o Tantum ergo, enquanto o Pontífice incensou o Santíssimo Sacramento e fez uma breve oração.

Depois, o Cardeal Angelo Comastri, Arcipreste da Basílica de São Pedro, anunciou a bênção Urbi et Orbi com a indulgência plenária.

"O Santo Padre Francisco, a todos aqueles que recebem a bênção eucarística, também por meio da rádio, da televisão e de outras tecnologias de comunicação, concede a indulgência plenária na forma estabelecida pela Igreja", afirmou o Purpurado italiano.

O Papa, então, abençoou Roma e o mundo inteiro com o Santíssimo Sacramento da porta da Basílica. Enquanto durou a bênção, os sinos tocaram e a polícia acionou as sirenes.

Após a bênção, foram feitas aclamações ao Senhor, a Nossa Senhora e a São José; e depois foi realizada a reserva do Santíssimo na Basílica.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.


Site: AciDigital
Editado por Henrique Guilhon

quarta-feira, 25 de março de 2020

Por que é tão importante a Anunciação do Anjo a Maria, que celebramos hoje


Fra Angelico

Alateia

É uma data-chave na história da Salvação: graças ao SIM de Maria, o Verbo de Deus Se faz carne e vem habitar entre nós.

AIgreja celebra no dia 25 de março a Solenidade da Anunciação a Maria, isto é, o dia em que o Arcanjo Gabriel lhe anunciou que ela conceberia por obra do Espírito Santo e daria à luz Jesus Cristo, o Filho de Deus.

A celebração ocorre simbolicamente nesta data porque são exatos nove meses antes do Natal, representando assim os nove meses da gestação de Jesus. Existe, porém, uma exceção: nos anos em que esta solenidade cai na Semana Santa, o Missal Romano estabelece que ela seja transferida para a segunda-feira posterior ao segundo domingo de Páscoa.

Trata-se do episódio da história da Salvação em que Maria diz sim ao Plano de Deus. Esta aceitação humilde e repleta de fé por parte dela transforma a trajetória da humanidade, pois o sim de Maria permite que Deus Se encarne para nos remir.

Francisco Rizi | Public Domain

Há um notável paralelo entre a Anunciação a Maria e a anunciação a Zacarias, o pai de São João Batista. Em ambos os casos, o Arcanjo Gabriel lhes aparece para transmitir a notícia dos respectivos nascimentos de Jesus e do Seu precursor, mas as reações de Zacarias e de Maria são bem diferentes num aspecto crucial: a fé.

Zacarias questiona como poderia saber se o aquilo que o Arcanjo estava lhe dizendo era verdade. Ou seja, ele duvida.

Já Maria pergunta diretamente como aconteceria aquele anúncio. Ou seja, ela acreditou imediatamente que aconteceria, mas queria compreender o modo.

O Arcanjo Gabriel então lhe disse:

“O Espírito virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com Sua sombra. Por isso, o Menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus”.

Murillo | Public Domain

Fica clara, portanto, a intervenção das três Pessoas da Santíssima Trindade na Encarnação Divina: pela ação do Espírito Santo, o Pai faz que o Filho seja concebido como homem no ventre de uma virgem, sem que haja um pai humano. O Arcanjo deixa explícito, além do mais, que o Menino que vai nascer é o Filho de Deus encarnado.

E Maria acolhe, como serva humilde e fiel, a vontade de Deus:

“Faça-se em mim segundo a tua palavra”.

É o que recordamos diariamente na oração do Ângelus.


Site: Aleteia
Editado por Henrique Guilhon

segunda-feira, 23 de março de 2020

Papa convoca à oração do Pai-Nosso mundial contra coronavírus em 25 de março





Cléofas

De acordo com o site ACI, ao finalizar a oração do Ângelus no domingo, 22 de março, o Papa Francisco convocou todos os cristãos do mundo a rezar juntos a oração do Pai-Nosso na próxima quarta-feira, 25 de março, para invocar a Deus sua proteção diante da pandemia de coronavírus COVID-19.

Em concreto, o Santo Padre convocou “todos os chefes das Igrejas e os líderes de todas as comunidades cristãs, junto a todos os cristãos das várias confissões, a invocar o Altíssimo, Deus Todo-Poderoso, recitando simultaneamente a oração que Jesus Nosso Senhor nos ensinou”.

Convidou todos a “rezar o Pai-Nosso várias vezes ao dia, mas, todo juntos” e especialmente a rezar esta oração do Pai-Nosso no próximo dia 25 de março, ao meio-dia (hora local), “todos juntos”, pediu o Papa.

“No dia em quem muitos cristãos recordam o anúncio da Encarnação do Verbo à Virgem Maria, que o Senhor possa ouvir a oração unânime de todos os seus discípulos que se preparam para celebrar a vitória de Cristo Ressuscitado”.

Além disso, o Pontífice explicou: “Queremos responder à pandemia do vírus com a universalidade da oração, da compaixão, da ternura. Permaneçamos unidos. Façamos com que as pessoas mais sozinhas e em maiores provações sintam a nossa proximidade”.

Assim, o Santo Padre expressou proximidade “aos médicos, aos profissionais da saúde, enfermeiros e enfermeiras, voluntários” e às autoridades que “devem tomar medidas duras, mas para o nosso bem. Nossa proximidade aos policiais, aos soldados, que nas ruas procuram manter sempre a ordem, que se realizem as coisas que o governo pede para o bem de todos nós. Proximidade a todos”.

Por fim, o Papa anunciou que na próxima sexta-feira, 27 de março, dará uma Bênção Urbi et orbi extraordinária com o Santíssimo Sacramento diante da praça de São Pedro vazia. As pessoas que acompanharem esta bênção através dos meios de comunicação poderão lucrar a indulgência plenária, de acordo com as normas indicadas no recente decreto da Penitenciaria Apostólica.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Natalia Zimbrão.


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Sobre Prof. Felipe AquinoO Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.


Site: Cléofas
Editado por Henrique Guilhon

quarta-feira, 18 de março de 2020

Dom Aloísio Alberto Dilli, afirmou ser indispensável o esforço de todos na participação no cuidado da vida, contudo, garantiu que sem a oração que pede o auxílio de Deus, o Criador, as ações serão insuficientes




CNBB

O tempo da Quaresma é propício para um processo de conversão, de mudança de vida, sobretudo na relação com Deus, com os outros e o mundo criado. Não é a toa que a Campanha da Fraternidade 2020 faz um convite para renovar as relações, dando destaque à expressão “mútuo cuidado”. Para que se alcance tal objetivo, sobretudo em tempos de pandemia, o bispo de Santa Cruz do Sul, dom Aloísio Alberto Dilli, afirmou ser indispensável o esforço de todos na participação no cuidado da vida, como dom e compromisso. Contudo, garantiu que sem a oração que pede o auxílio de Deus, o Criador, as ações serão insuficientes.

Também o bispo de Marabá, no Pará, dom Vital Coberllini, afirmou estarmos passando por um período difícil na humanidade, mas pediu que todos tomem atitudes de solidariedade, de fraternidade entre os povos e as pessoas a partir das pessoas idosas e dos excluídos da sociedade. “Nós não podemos ficar indiferentes diante da outra pessoa que está sofrendo por causa do Coranavírus ou que está afetada por outra doença”, disse o bispo.

Com parte da população mundial agora em situação semelhante — quarentena, autoisolamento e outras medidas por medo do vírus —, pessoas estão buscando maneiras de seguir adiante. Na Itália, pessoas cantam juntas nas janelas; pelo mundo, jovens oferecem fazer compras para pessoas mais velhas que não podem fazê-lo, e pessoas sob quarentena batem palmas para médicos que estão cuidando da população infectada.

Em momentos como esse, o bispo referencial da Pastoral da Saúde, dom Roberto Francisco Ferrería Paz, afirmou ser importante mantermos gestos de ternura. “Gestos de solidariedade, de alegria, de sorriso, olhares positivos, compreensivos, elogios, apoios, encorajamento, profecias positivas no sentido de otimizar as pessoas mostrando as virtudes que elas têm, ser paciente, compreensivo, ajudá-las é importante neste momento”, disse o bispo.

De acordo com ele, nada é mais apreciável no momento do que mostrar sempre um semblante animado, sem julgar. “Acho que isso faz muita diferença nessa hora, porque o isolamento a gente combate com carinho, ternura, mostrando que a pessoa é especial para nós”, disse. Esses pequenos gestos, segundo dom Roberto, podem alcançar o coração e fazer a diferença. “O amor gera a ternura, mas ternura purifica, transforma o amor”, finalizou.

Foto de Capa: STR / AFP

Título Original: Em meio à pandemia, bispos afirmam ser importante manter gestos de solidariedade


Site: CNBB
Editado por Henrique Guilhon

domingo, 15 de março de 2020

Não posso viver uma falsa conversão






Monsenhor Jonas Abib

Deus quer a nossa conversão

As crianças, na praia, constroem seus castelos de areia e depois o derrubam, chutam tudo. O inimigo deste mundo faz igual às crianças. O demônio constrói todo um império com injustiças, maldades, ganâncias, doenças, drogas… Tudo a custo de sangue e guerras! E muitas pessoas foram atrás dele.

Agora, ele vai fazer igualzinho às crianças na praia, vai chutar todo esse império e todas as pessoas que estiverem envolvidas com ele.

As pessoas que usam de todos os meios para ter dinheiro e poder criam misérias, mortes, abortos e devastam povos. Essas pessoas estão sob o julgo do inimigo e ele vai destruí-las.

É hora de sairmos dos castelos que ajudamos a construir, porque nenhum de nós pode viver uma falsa conversão. Não podemos nos dizer “convertidos”, mas continuarmos levando uma vida de pecadores, injustos, egoístas, impuros, maliciosos, depravados e corruptos. Não dá para ficar na frente do Senhor de cara lavada, dizendo uma coisa e sendo outra, pois o joio e o trigo serão separados.

É hora de sermos inteiramente do Senhor.

Deus o abençoe!

Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib


Site: Padre Jonas Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon

sexta-feira, 13 de março de 2020

A mobilidade humana, com seus intensos fluxos, rompe cada vez mais as fronteiras em todo o mundo




Fé Católica

A mobilidade humana, com seus intensos fluxos, rompe cada vez mais as fronteiras em todo o mundo, o que exige nova consciência global. As misérias, violências e descompassos são universalizados: batem às portas de governos, oligarquias acomodadas nos seus confortos e exigem novas posturas, de todos os cidadãos e cidadãs. Equívoco é pensar que o migrante é um problema, pois, mais que simples slogan de campanhas humanitárias, a verdade é que somos todos migrantes. Nesse sentido, o fenômeno doloroso e desafiador das migrações, motivadas pela violência e pela miséria, em escala assustadora, exige a mobilização da sociedade na busca por solução.

No contexto brasileiro, as migrações, ao longo da história, trouxeram sempre novas exigências e ajudaram a compor novo mapa civilizatório, possibilitaram conquistas, mas trouxeram também problemas, a exemplo dos preconceitos e discriminações. Um processo de avanços e retrocessos. Mais recentemente, há aproximadamente cinco anos, o Brasil tornou-se destino dos que buscam sobreviver dentro da crise humanitária contemporânea, que afeta o contexto geopolítico mundial. Um cenário que envolve a Venezuela e a sua realidade desafiadora, com complexidades que estão urgindo soluções capazes de evitar a multiplicação de refugiados.

No Brasil, o Estado de Roraima é a porta de entrada de venezuelanos e haitianos em um fluxo migratório que desmascara lógicas políticas e econômicas na contramão da paz e da justiça. Dos órgãos internacionais e nacionais diretamente envolvidos são exigidas medidas que garantam a superação dessas lógicas, o que requer também novas posturas e lúcida compreensão da sociedade mundial. Sinaliza a gravidade do desafio contemporâneo a constatação de que o cenário laboral despreparado na sociedade brasileira precisa, ainda, conseguir promover a inclusão de migrantes. Uma situação que urge velocidade em ações pela força de irrenunciável solidariedade. A dura realidade da migração venezuelana, na rede de outras migrações, é um clamor gritante, a ser ouvido por todos, com urgentes providências, adotadas por diferentes segmentos sociais e instâncias do poder. As realidades migratórias devem inspirar nova e urgente compreensão da vida como dom e compromisso.

Desconhecer a realidade de migrantes ou assumir uma “capa acética”, distante, tentando tornar-se imune à dor do outro, significa contribuir para o próprio fracasso ou para alimentar estreitamentos de todo o tipo. A cobrança será cara e amarga. A sociedade está convocada a conhecer e a se envolver cada vez mais, de modo adequado, na busca de soluções para as crescentes crises humanitárias em curso. Iniciativas solidárias, a exemplo da Operação Acolhida do Exército Brasileiro, contracenando com o trabalho de ONG’s internacionais, com as ações efetivas de diferentes confissões religiosas, incluindo a Igreja Católica, com suas instituições e programas, articulados pela Diocese de Roraima.

No horizonte do compromisso com os migrantes, reconhecendo a urgência de novas ações solidárias e de se fortalecer as que já estão em curso, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), neste tempo da Quaresma, se une e se dedica ainda mais aos refugiados, gerando fortes ecos no coração da Igreja Católica no Brasil, com o objetivo de contribuir para superar as situações dolorosas. Muito se está fazendo, louvavelmente. Mas, ainda é grande a lista de carências, o que demanda diferentes formas de generosidade, partilhas e novas posturas. A Região Centro-Sul do Brasil, pelos muitos quilômetros que a separam de Roraima, ainda tem uma visão distante da realidade dos muitos que atravessam a fronteira do País. Precisa, pois, trilhar longo caminho de aprendizagem e escuta, para ajudar mais, nos vários modos possíveis – partilhar bens e garantir aos que sofrem o fundamental para a sobrevivência digna; contribuir para a inclusão no mercado de trabalho, com medidas que, de fato, ajudem a diminuir o problema do desemprego no Brasil.

Impossível não se comover ao encontrar dezenas de crianças que necessitam de carinho e de cuidados, da alimentação à educação. Não se pode deixar de acolher a advertência de que a realidade dos refugiados é desafio que diz respeito a todos, não importa a região que se habita. A mobilidade humana provocada por crises humanitárias, as crescentes violências, os vírus que se proliferam e tantas outras dolorosas realidades não vão deixar ninguém sossegado no bem viver que achou ter encontrado. Somos todos migrantes, convocados a deixar lugares e a nos mover pelas exigências do viver humano, que requer solidariedade.

Diante do que está ocorrendo e que exige mudanças de hábitos e práticas – a partir da compreensão de que a vida é dom e compromisso -, deve-se orar e deixar-se tocar pela súplica saída do coração do Papa Francisco: “Deus de misericórdia e Pai de todos, acordai-nos do sono da indiferença, abri os nossos olhos às tribulações dos migrantes, e libertai-nos da insensibilidade, fruto do bem-estar mundano e do confinamento em nós mesmos”. Cresça a consciência de que todos são migrantes – estamos sempre a percorrer um caminho – para alcançar a lucidez existencial da solidariedade, fundamental para edificar um mundo novo, na justiça e na paz.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

Título Original: Todos migrantes


Site: Fé Católica 
Editado por Henrique Guilhon

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Em lançamento da CF 2020, dom Joel chama a atenção para não naturalização das agressões à vida


CNBB

“Será que não estamos nos acostumando com a agressão cotidiana à vida e com a morte em suas diversas formas?” Com essa pergunta provocativa o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, deu início à sua fala na cerimônia de lançamento da Campanha da Fraternidade (CF) 2020 realizada hoje, dia 26 de fevereiro, na sede da entidade em Brasília (DF).

A Campanha da Fraternidade 2020 tem como tema: “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e o lema bíblico extraído de Lucas 10, 33-34: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”.

Segundo dados sistematizados no Texto-Base da CF 2020:

“No Brasil, 22,6% das crianças e adolescentes entre 0 e 14 anos vivem em situação de extrema pobreza. 11,7 mil crianças e adolescentes foram vítimas de homicídio em 2017.

Em 2016, houve no país 11.433 mortes por suicídio, uma média de 31 casos por dia.

Nos 6 primeiros meses de 2018, os acidentes de trânsito provocaram mil mortes e 20 mil casos de invalidez permanente no país.

Em 2017, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE), o Brasil era 9º país mais desigual do planeta em distribuição de renda.”

O secretário-geral da CNBB disse ser necessário indagar se realmente são necessárias estatísticas para perceber que, em nossos dias, a vida vem sendo fortemente desrespeitada. Dom Joel citou, como exemplo, o tema da violência ostensiva – tema das Campanhas de 1983 e 2018. Para dom Joel, a lista de morte é grande e já a conhecemos: “mortes nas ruas através de balas perdidas, morte nas macas dos hospitais, morte por causa da fome, do desemprego, morte no campo, nas aldeias indígenas e morte entre os jovens”.

A Campanha da Fraternidade, destacou o secretário-geral da CNBB, quer alertar para duas atitudes, a indiferença e a crença de que a morte só é vencida pela própria morte. “Essa é atitude de quem se esquece da Campanha da Fraternidade de 2018 e acaba pregando a superação da violência através da própria violência”, disse.

Dom Joel citou o Papa Francisco para falar da importância de não naturalizar a indiferença e a violência. “O Papa pede de nós um outro rumo na Laudato Sí”, disse. De acordo com o bispo, a Campanha da Fraternidade aponta para esse outro rumo a partir da parábola do Bom Samaritano. “Em tempos de indiferença globalizada, a solução para os problemas da vida nunca virá através da violência e da morte. Ela virá do cuidado! Do zelo uns pelos outros e de todos pela sociedade e pelo planeta”, afirmou.

Como exemplo de quem cuidou da vida e referência do agir como bom Samaritano, o secretário-geral da CNBB falou que a Campanha deste ano se inspira em Santa Dulce dos Pobres, canonizada pelo Papa Francisco, em outubro de 2019 . “Ouvir, sentir compaixão e cuidar” são os verbos bíblicos que a Igreja Católica vai trabalhar na Quaresma este ano, por meio da Campanha da Fraternidade 2020.

Participaram da coletiva o bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, a sobrinha da Santa Dulce dos Pobres e superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) na Bahia, Maria Rita Pontes, o frei Giovanni Messias, reitor do Santuário Santa Dulce dos Pobres, o coordenador executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista e a representante do projeto social da CNBB “Correndo Atrás de um Sonho”, Dayse de Oliveira.


Secretário-geral responde aos jornalistas durante coletiva de imprensa. Fotos: Comunicação CNBB

Editado por Henrique Guilhon

sábado, 22 de fevereiro de 2020

O ser humano pode fazer festa, mas Deus dá a alegria



Acampamento Vem Louvar




Márcio Mendes. Foto – Larissa Ferreira/cancaonova.com


Eventos Canção Nova

Márcio Mendes

Festa acontece em qualquer lugar; até mesmo nos lugares onde acontecem as guerras mais monstruosas acontecem festas. Fazer festa é a coisa mais fácil do mundo! É preciso um pouco de comida, uma música e gente. 

Certas festas que nos fazem bem, dão-nos uma alegria tão grande, porém, existem outras que fazem a gente ter a sensação de que perdeu a vida que estava dentro de nós. O ser humano pode fazer festa, mas é Deus quem dá a alegria. Portanto, quando acabar esse carnaval, você estará transbordando de alegria em Deus. 

Você veio buscar algo? Vai receber Deus! E Ele é muito melhor do que você poderia pedir, pois quem tem Deus tem tudo! Diga a si mesmo: “Eu tenho Deus, eu tenho tudo”. Convido-o a pendurar todas as suas preocupações em Nosso Senhor Jesus Cristo. Talvez, você esteja preocupado com seu filho, com seus pais, seu esposo, namorado que ainda não estão no caminho de Deus; tenha a certeza de que Deus está cuidando do que é seu. A sua parte é permitir que o Senhor encha e ocupe o seu coração. 

“Deus fazia milagres extra­or­dinários por intermédio de Paulo, de modo que lenços e outros panos que haviam tinham tocado o seu corpo eram levados aos enfermos; 12.e afastavam-se deles as doenças e retiravam-se os espíritos malignos. 13.Alguns judeus exorcistas que percorriam vários lugares inventaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que se achavam possessos dos espíritos malignos, com as palavras: “Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega”. 14.Assim procediam os sete filhos de um judeu chamado Cevas, sumo sacerdote. 15.Mas o espírito malig­no replicou-lhes: “Conheço Jesus e sei quem é Paulo. Mas vós, quem sois?”. 16.Nisso, o homem possuído do espírito maligno, saltando sobre eles, apoderou-se de dois deles e subjugou-os de tal maneira, que tiveram de fugir daquela casa feridos e com as roupas estraçalhadas. 17.Este caso tornou-se (em breve) conhecido de todos os judeus e gregos de Éfeso, e encheu-os de temor e engrandeceram o nome do Senhor Jesus. 18.Muitos dos que haviam acreditado vinham confessar e declarar as suas obras. 19.Muitos também, que tinham exercido artes mágicas, ajuntaram os seus livros e queimaram-nos diante de todos. Calculou-se o seu valor, e achou-se que montava a cinquenta mil moedas de prata. 20.Foi assim que o poder do Senhor fez crescer a palavra e a tornou sempre mais eficaz.” (Atos dos Apóstolos, 19, 11-20)

Você sabe por que os Espíritos maus eram expulsos na presença de Paulo? Porque ele era um homem cheio da presença de Deus, era um homem que transbordava o Espírito Santo. Meus amigos, existem coisas que você não compra de forma nenhuma, e a alegria é uma delas. Só Deus pode nos dá-la. Você consegue ficar bêbado, entorpecido, maconhado, mas alegre não! A alegria não vai embora com o carnaval; a verdadeira alegria permanece ainda que no sofrimento. Em uma pessoa alegre, dificilmente o demônio consegue entrar, pois a alegria exorciza o mal. 

Onde o nosso Deus chega, Ele é capaz de salvar. Assim como Paulo, eu e você precisamos transpirar a graça de Deus, a graça do Espírito Santo, para que as pessoas que se achegarem a nós façam uma experiência com o Senhor. 

O que é rezar? É você entrar na tenda com Deus. Quando entramos na tenda de Deus, qualquer coisa pode acontecer. Não vivemos essa experiência somente na Canção Nova, basta orar! Orar é entender, e você só entende uma pessoa quando você entra na realidade dela, você só entende o Senhor se você entra na tenda com Ele. E quando você entra na tenda com Deus, Ele também entra com você e também compreende o que você vive. 

Se você levar para sua casa um material radioativo, o que vai acontecer? Você e sua família morrerão, porque você colocou na sua casa um material que leva à morte. Imagine só o que vai acontecer se você levar Deus para sua casa! Quando todo o seu ser se coloca em Deus, nenhum mal pode resistir. 

Transcrição e adaptação: Rogéria Nair







Site: Eventos Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

As calamidades que o Apocalipse apresenta a se desencadear sobre o mundo, não podem ser interpretadas ao pé da letra




Cléofas


“O Apocalipse oferece uma imagem do que é a vida do cristão e a vida da Igreja: uma realidade ao mesmo tempo da terra e do céu, do tempo e da eternidade”

A interpretação do Apocalipse requer critérios precisos deduzidos deste gênero literário. A palavra grega “apokálypsis” quer dizer revelação. O Apocalipse quer incutir nos leitores uma confiança inabalável na Providência Divina em tempos difíceis para os cristãos. Não vamos aqui analisar os simbolismos dos números, animais, aves, monstros, etc..

No fim do século I era cada vez mais difícil a situação dos cristãos no Império Romano por causa da terrível perseguição pelos imperadores romanos. Tudo começou com Nero, no ano 64, e São João escreveu estando exilado na ilha de Patmos, no mar Egeu, na terrível perseguição de Domiciano (81-96). Muitos cristãos desanimados, abandonavam a fé (apostasia) e aderiam às prática pagãs. Foi em tais circunstâncias sombrias que São João escreveu o Apocalipse.

O livro visava encorajar os fiéis. O Apocalipse é, basicamente, “o livro da esperança cristã” ou da confiança inabalável no Senhor Jesus e nas suas promessas de vitória. Ele quer anunciar a “vitória do Bem sobre o mal”, do reino de Cristo sobre o reino do Mal.

Nem todo o livro do Apocalipse está redigido em estilo apocalíptico. Compreende duas partes anunciadas em Ap 1,19-3,22: revisão de vida das sete comunidades da Ásia Menor às quais São João escreve em estilo sapiencial e pastoral; 4,1-22,15: as coisas que devem acontecer depois. Esta é a parte apocalíptica propriamente dita para a qual se volta a nossa atenção: 4,1-5,14: a corte celeste, com sua liturgia. O Cordeiro “de pé, como que imolado” (5,6), recebe em suas mãos o livro da história da humanidade. Tudo o que acontece no mundo está sob o domínio do Senhor, que é o Rei dos séculos. A parte apocalíptica do livro se abre com uma grandiosa cena de paz e segurança; qualquer quadro de desgraça está subordinado a isso.

O núcleo central do sentido do Apocalipse apresenta, sob forma de símbolos, a luta entre Cristo e Satanás, luta que é o eixo de toda a história. Os sete selos revelam esta luta. A seguir, de 17,1 a 22,17, após os três septenários, ocorre a queda dos agentes do mal: 17,1-19,10: a queda de Babilônia (símbolo da Roma pagã); 19,11-21: a queda das duas Bestas que regem Babilônia (o poder imperial pagão e a religião oficial do império); 20,1-15: a queda do Dragão, instigador do mal.

A seção final (21,1-22,15) mostra a Jerusalém celeste, Esposa do Cordeiro o oposto da Babilônia pervertida. Os versículos 22,16-21 constituem o epílogo do livro.

Em resumo, as calamidades que o Apocalipse apresenta a se desencadear sobre o mundo, não podem ser interpretadas ao pé da letra. Unindo as aflições na terra e alegria no céu, quer dizer aos seus leitores que as tribulações desta vida estão de acordo com a Sabedoria de Deus; foram cuidadosamente previstas pelo Senhor, dentro de um plano harmonioso, onde nada escapa, embora não entendamos.

Ao padecer as aflições da vida cotidiana, os cristãos não devem desanimar. Foi uma forma de consolo que o Apocalipse queria incutir aos seus leitores; não só do século I, mas de todos os tempos da história; isto é, os acontecimentos que nos atingem aqui na terra fazem parte da luta vitoriosa do Bem sobre o mal; é a prolongação da obra do Cordeiro que foi imolado, mas atualmente reina sobre o mundo com as suas chagas glorificadas (cf. c.5). Os cristãos na terra gemem, mas os bem-aventurados na glória cantam aleluia.

No céu os justos não se desesperam com que acontece com os que sofrem na terra; antes, continuam a cantar jubilosamente a Deus porque percebem o sentido das nossas tribulações. O Apocalipse quer mostrar que essa mesma paz do céu deve ser também a dos cristãos na terra, porque, embora vivam no mundo presente, já possuem em suas almas a eternidade e o céu em forma de semente, pela graça santificante, que é a semente da glória celeste.

Assim o Apocalipse oferece uma imagem do que é a vida do cristão e a vida da Igreja: uma realidade ao mesmo tempo da terra e do céu, do tempo e da eternidade. A vida do cristão é celeste, deve ser tranquila, como a vida dos justos que no céu possuem em plenitude aquilo mesmo que os cristãos possuem na terra em gérmen.

A sua mensagem básica do Apocalipse é esta: as desgraças da vida presente, por mais aterradoras que pareçam, estão sujeitas ao sábio plano da Providência Divina, a qual tudo “faz concorrer para o bem daqueles que O amam” (Rm 8,28).

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Prof. Felipe Aquino



Sobre Prof. Felipe AquinoO Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.

Título Original: Como entender o Apocalipse?


Site: Cléofas
Editado por Henrique Guilhon

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Em 2020, a CF convida, a olhar de modo mais atento e detalhado para a vida


CNBB

No site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), vamos publicar uma série de matérias que vaiapresentar por quais caminhos os agentes pastorais das comunidades, paróquias, pastorais e organismos da Igreja devem trilhar para se preparar bem para a realização da Campanha da Fraternidade de 2020.

A Campanha da Fraternidade é o modo com o qual a Igreja no Brasil vivencia a Quaresma. Há mais de cinco décadas, ela anuncia a importância de não se separar conversão e serviço à sociedade e ao planeta. A cada ano, um tema é destacado. Desta forma, a Campanha da Fraternidade já refletiu sobre realidades muito próximas dos brasileiros: família, políticas públicas, saúde, trabalho, educação, moradia e violência, entre outros enfoques.

Em 2020, a CF convida, a olhar de modo mais atento e detalhado para a vida. Com o tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34), busca conscientizar, à luz da palavra de Deus, para o sentido da vida como dom e compromisso, que se traduz em relações de mútuo cuidado entre as pessoas, na família, na comunidade, na sociedade e no planeta, casa comum.
Como aprofundar o tema deste ano?

Texto-base, vídeo-aulas, matérias jornalística e o vídeo oficial integram um conjunto de subsídios para conhecer e aprofundar o tema central da campanha e se inspirar na atitude do “Bom Samaritano” na hora de planejar ações nas comunidades. Veja abaixo onde encontrar estes subsídios.

Conhecer e ler o texto-base


A Campanha da Fraternidade oferece sempre uma publicação conhecida como “Texto-base” com o aprofundamento do tema de cada ano organizado no método “ver, julgar e agir”. O subsídio é publicado pela CNBB, a Edições CNBB. Este ano, o texto-base convida a um olhar que se eleva para Deus, no mais profundo espírito quaresmal, e volta-se também para os irmãos e irmãs, identificando a criação como presente amoroso do Pai.

Ver, sentir, compaixão e cuidar são os verbos de ação que irão conduzir este tempo quaresmal. Para isso, o texto-base que é dividido em três partes, convida que cada pessoa, cada grupo pastoral, movimento, associação, Igreja Particular e o Brasil inteiro, motivados pela Campanha da Fraternidade, possam ver fortalecida a revolução do cuidado, do zelo, da preocupação mútua e, portanto, da fraternidade.

O subsídio, disponível para compra no site da editora, além de oferecer um panorama completo, com todo o referencial para que se possa viver, difundir e praticar os preceitos dessa edição da CF, traz a letra do hino oficial, a oração e o conceito da arte do cartaz. Também apresenta dados e orientações sobre o Fundo Nacional de Solidariedade e o resultado integral das coletas realizadas nas celebrações do Domingo de Ramos, coleta da solidariedade.


Assistir ao vídeo oficial da Campanha da Fraternidade 2020

A produção apresenta experiências de cuidado com a vida em suas várias dimensões encontradas Brasil afora e poderá ser utilizado para auxiliar as reflexões sobre a temática. O vídeo oferece um panorama completo, com todo o referencial necessário “para viver, difundir e praticar os preceitos desta edição da CF”.

O secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, ressalta as diversas ações de cuidado em favor da vida promovidas pela Igreja em várias partes do Brasil e também “as diversas situações onde a vida tem sido descuidada e necessita de uma intervenção evangélica fruto de um coração convertido pela Palavra de Deus”. O vídeo intercala experiências de cuidado com a vida com frases de Santa Dulce dos Pobres, segundo padre Patriky, “a grande inspiradora, boa samaritana para os dias atuais”, exemplo de que “Vida doada é vida santificada”.

O vídeo pode ser encontrado no canal da CNBB no youtube: https://www.youtube.com


Vídeo aulas da CF 2020

Nesta série de três vídeos, é possível se informar sobre o tema central da CF 2020. O secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, aprofunda as três partes do texto-base e da iluminação bíblica que inspirou esta campanha nos três vídeos que integram a série. As vídeo-aulas podem ser encontradas neste canal.

A série de vídeo aulas sobre o tema central pode ser vista no canal da Edições CNBB no youtube.

Matéria da Revista Bote Fé

Uma matéria jornalística especial, publicada na edição nº 30 da Revista Bote Fé, que circula de janeiro a março de 2020, aprofunda o caminho que a CF propõe: “agir como o Bom Samaritano”. A matéria fala da Quaresma como tempo litúrgico no qual a Igreja faz um convite mais intenso à conversão pessoal, renovação na família e ações em comunidade. A matéria apresenta ainda um pouco da trajetória de Santa Dulce dos Pobres e experiências no Brasil, como a experiência da Associação Guadalupe, em São José dos Campos (SP), que atua com gestantes em situação de vulnerabilidade social e com atendimento e aconselhamento de mulheres que apresentam algum risco de interromper a gravidez. A matéria apresenta ainda ações práticas a partir do texto base da CF 2020: primeirear, envolver, acompanhar, frutificar e festejar.

O link da matéria pode ser acessado aqui: https://recursos.edicoescnbb.com.br

Título Original: CF 2020 – Como conhecer o tema central: “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso”?


Site: CNBB
Editado por Henrique Guilhon

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Pesquisa revela: Norte-americanos pró-escolha são a favor de deter ou restringir aborto


Imagem referencial. Crédito: Pixabay.


Acidigital

Uma pesquisa revelou que os norte-americanos são a favor de restaurar as restrições ao aborto nos estados, favorecer sua proibição depois das 20 semanas de gravidez e votar em políticos que restringirão esta prática.

Esses resultados foram lançados por Marist Poll, a pesquisa nacional de opinião pública realizada por Marist Institute for Public Opinion do Marist College, de Nova York. Durante o estudo, grande parte dos entrevistados se identificou como “pro-choice” (pró-escolha), ou seja, que não se opõem à prática do aborto.

Os resultado datam de janeiro de 2020 e os estudos foram patrocinados por Cavaleiros de Colombo, a maior instituição de caridade leiga do mundo.

Enquanto a pesquisa avalia a opinião dos norte-americanos, os observadores especulam que a Suprema Corte dos EUA poderia revisar a decisão Roe vs. Wade de 1973 e outros precedentes que exigem o aborto legal e todo o país.

“A maioria dos norte-americanos quer que a Corte reinterprete a Roe, seja detendo o aborto legalizado ou devolvendo o tema aos estados”, disse o Cavaleiro Suprema dos Cavaleiros de Colombo, Carl Anderson, em 22 de janeiro.

De acordo com a pesquisa, 55% dos norte-americanos respaldam a proibição do aborto depois das 20 semanas de gestação. Além disso, 45% dos entrevistados pro-choice respaldaram tal proibição, assim como 69% dos entrevistados que se identificaram como pró-vida.

Das pessoas que responderam e se identificaram como pro-choice, 41% disseram que estão mais predispostas a votar em candidatos que respaldam as restrições ao aborto. Mais de 90% dos que se identificaram como pró-vida disse o mesmo.

Anderson considerou que o respaldo às restrições ao aborto entre os norte-americanos pro-choice “mostra o quanto é enganoso combinar o termo pro-choice com o respaldo de posições pró-aborto radicais que pedem o aborto sem restrições”.

Aproximadamente 65% dos entrevistados disseram que estariam mais inclinados a votar em candidatos que limitam o aborto no máximo aos primeiros três meses de gravidez. Desses 65%, 88% são republicados, 62% não são filiados e 44% são democratas.

A pesquisa também indicou que 55% dos norte-americanos se identificam como pro-choice, enquanto 40% se identifica como pró-vida.

Além disso, assinala que os norte-americanos poderia concordar com as mudanças no status quo do aborto se a Suprema Corte voltar a revisar Roe vs. Wade. Dos entrevistados, 46% disseram que a Suprema Corte deve permitir que os estados determinem as restrições ao aborto, 16% gostariam que a Corte declarasse ilegal o aborto e apenas 33% disseram que a Corte deveria permitir o aborto legal sem restrições em qualquer momento da gestação.

Quanto à dedicação dos eleitores às suas opiniões sobre o aborto e a proteção legal para os nascituros, “a intensidade é mais forte nos pró-vida”: 45% dos entrevistados que se identificam como pró-vida disseram que a questão do aborto é um fator principal na escolha do presidente, em comparação com 35% dos entrevistados que se identificam como pro-choice, segundo o estudo.

Quanto perguntados se as leis podem proteger tanto a mãe como o nascituro, 80% dos entrevistados disse que sim.

Uma esmagadora maioria dos entrevistados, 75% contra 21%, se opôs ao financiamento do aborto no exterior por parte dos contribuintes. Quase 60% se opõem ao financiamento do aborto pelos contribuintes nos Estados Unidos e outros 52% apoiam a necessidade de ultrassom para as mulheres antes de praticarem o aborto.

A pesquisa Marist Poll consultou 1.237 adultos entre 7 e 12 de janeiro. Essa afirma uma significação estatística de mais ou menos 3,7 pontos percentuais e, entre os 1.070 eleitores registrados que responderam, a significância estatística é mais ou menos 4 pontos percentuais.

A decisão do caso judicial de Roe contra Wade, ou Roe vs. Wade, legalizou o aborto nos Estados Unidos desde 1973 e permitiu o extermínio legal de mais de 60 milhões de bebês no ventre materno.

No caso, Norma McCorvey (sob o pseudônimo de Jane Roe) alegou ter sido estuprada por uma gangue e engravidado. Seus advogados, recém-formados na Faculdade de Direito do Texas, convenceram-na de que deveria fazer um aborto em vez de dar o bebê em adoção. Enquanto o caso foi avaliado, o bebê nasceu e foi dado em adoção.

Em 1987, McCorvey admitiu que mentiu e que o pai de seu bebê era alguém que ela conhecia e amava. Vinte anos depois, Norma se converteu ao catolicismo e dedicou sua vida a promover a defesa dos nascituros até sua morte em 2017.

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, assinalou no ano passado que a decisão do caso Roe vs. Wade “deu as costas ao direito à vida”, mas também gerou “um movimento nascido do amor e da compaixão, incentivado pela fé e pela verdade, um movimento que conquistou corações e mentes a cada dia”, referindo-se à Marcha pela vida.

Publicado originalmente por CNA. Traduzido e adaptado por Natalia Zimbrão.


Site: Acidigital
Editado por Henrique Guilhon

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Nós católicos e a leitura bíblica


Written by Jaime Francisco



Veritatis Splendor

Muitos Protestantes atribuem à si próprios o direito de “interpretar” a Bíblia. Acreditam ter uma iluminação “Direta” do Espírito Santo, sem intermediários, ou seja, sem a Igreja. Dizem que a Igreja Católica não aconselha o uso da Bíblia a todos os fiéis. Isto não é verdade. Como a Igreja é a coluna e o fundamento da Verdade (1 Tm 3,15) o Cristão deve primeiro aprender da Igreja. A Bíblia é um livro profundo, que deve ser ensinado pela Igreja, que é o berço da Bíblia. Pois quem lê a Bíblia sem o auxílio da Igreja, acaba entendendo tudo errado, e saber errado é pior do que não saber.

O Católico não lê a Bíblia da mesma maneira que o Protestante, ou seja: Com uma interpretação subjetiva, secundária e pessoal. O Católico lê a Bíblia sim, no caminho que a Igreja sempre indicou: com uma orientação séria e segura do Magistério da Igreja, com ajuda da Exegese e da Teologia Bíblica que a Igreja oferece. Mas porque isso? Porque do contrário, com a interpretação pessoal, pode-se chegar à criação de outras tantas interpretações, dando-nos a impressão do surgimento de uma nova torre de Babel (Gêneses 11,1-9).

O livre exame da Bíblia é um perigo muito grande. Aliás, isso fica evidente pela constatação do número de igrejas Protestantes que surgiram e surgem a cada dia. Todos devemos ler a Bíblia, sim, mas não podemos pretender entendê-la, sozinhos.

A Igreja recomenda que a Bíblia seja lida com cuidado e só em versões inteiramente fidedignas, para não se resvalar nesses erros Protestantes. O próprio Pedro alerta os primeiros fiéis a respeito da dificuldade de compreender a Bíblia. “Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras” (2 Pedro 3,15-16 ).

Lucas, no Ato dos Apóstolos, narra que Felipe foi alertado por um Anjo para ir à estrada que desce de Jerusalém a Gaza. Nela viu um Ministro da Rainha Candace, da Etiópia, lendo Isaías. Felipe perguntou-lhe: Porventura entendes o que está lendo? O Eunuco respondeu que não entendia, rogando que explicasse o sentido do que lia. (Atos 8,26-31).

Concluindo:

Com o surgimento do Protestantismo em 1517, nenhum livro dividiu tanto os homens e os corações quanto a Bíblia. Porém, não basta ler, pois a maioria dos que lêem sem acompanhamento, acabam se tornando fundamentalistas. É preciso uma orientação fiel e segura, assim como a Igreja Católica fazia antes da Reforma, e faz nos dias atuais.

Por Jaime Francisco de Moura

Título Original: Protestantes dizem que Católicos não lêem a Bíblia


Site: Veritatis Splendor
Editado por Henrique Guilhon

sábado, 25 de janeiro de 2020

A cruz era um símbolo de vergonha antes de Jesus Cristo, mas depois dEle tornou-se símbolo de vitória




Front Católico

Tarde dessas, passando diante da centenária igreja de São João Batista, no histórico bairro do Brás, em São Paulo (SP), terminava de traçar o Sinal da Cruz sobre minha fronte e peito quando ouvi um murmurar vindo de trás de mim: “O que é que você está fazendo, moço?” – Olhei e vi uma senhora dos seus cinquenta e poucos anos, ostentando um grande coque grisalho no alto da cabeça e óculos de aros plásticos. Ela falava num tom quase de súplica, como se eu estivesse cometendo um crime horrível.

"Estou fazendo o Sinal da Cruz", respondi, enquanto ela balançava a cabeça negativamente. “Não faça isso, meu filho...”. Perplexo, quis saber o porquê, e ela se saiu com esta: “Cada vez que você faz esse sinal, é como se estivesse crucificando Jesus novamente, é uma ofensa...”.

Até que ponto chega a criatividade das pessoas que odeiam a Igreja, pensei com meus botões (pensando não naquela pobre senhora, mas sim em quem incutiu tal bobagem em sua mente). Tomando cuidado para não parecer agressivo ou irônico, argumentei: "eu faço o sinal da cruz em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Como pode ser ruim algo que eu faço invocando a Deus conforme ensina a Bíblia?". Fiz questão de mencionar a Bíblia (conf. Mt 28,19), porque já tinha percebido, logo de cara, que se tratava de uma “evangélica”, e sei bem que eles acreditam que só podem aceitar aquilo que está escrito, literalmente, no Livro Sagrado.

Ela pareceu surpresa com a minha resposta. “Esta é a primeira vez que um católico me responde com uma citação da Bíblia! Só que está errado, viu? Jesus sofreu muito na cruz, a cruz é um símbolo de maldição, de sofrimento, de vergonha...”. E ela fez menção de ir embora, mas eu insisti: "com todo o respeito, quem foi que falou isso para a senhora?"; e ela me olhou, desconcertada: “Quem falou foi um homem de Deus, meu filho”...

"A senhora acredita que a Bíblia é a Palavra de Deus?", perguntei, e ela mais que depressa respondeu, com muita ênfase:

“Mas é claro!"; e então eu prossegui: "nesse caso, acho que o homem que ensinou isso para a senhora está bem equivocado. O Apóstolo Paulo diz na Bíblia: 'Longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo' (Gl 6,14). Quer dizer, a Cruz é glória para o cristão. Na verdade, a cruz é o símbolo que nos identifica como cristãos, é como se fosse a nossa 'carteira de identidade'. Era um símbolo de vergonha antes de Jesus Cristo, mas depois dEle tornou-se símbolo de vitória, de salvação, de santidade. Quem pensa que a cruz é um símbolo de vergonha está vivendo ainda antes de Cristo! É como se essa pessoa nunca tivesse ouvido falar em Jesus! – Digo mais: em Efésios está escrito: 'Pela cruz, Jesus Cristo reconciliou os povos com Deus, em um Corpo, eliminando com a cruz as inimizades.' (Ef 2,16)".

Ao dizê-lo, fiz uma pausa e fitei aquela senhora bem nos olhos, com firmeza e seriedade. Ela esfregou as mãos no saiote comprido, baixou o olhar e retrucou, agora baixinho: “Mas o Senhor Jesus sofreu tanto na cruz”. – "E como sofreu!", Respondi, com firmeza. "Por isso mesmo é que devemos honrar e amar a Cruz, porque foi por meio dela que Nosso Senhor se entregou em Sacrifício pela nossa salvação. Como diz a Bíblia, a Cruz é o nosso maior orgulho enquanto cristãos! Nela, e somente nela, podemos e devemos nos gloriar!". 

Ela agora estava em silêncio, e me olhava com muita atenção, admirada, confusa. Finalizando a conversa, perguntei: "afinal, a senhora não sabia que o próprio Jesus disse: 'Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de Mim'? Está no Evangelho segundo Mateus (10,38)! E Ele também advertiu a cada um de nós: 'Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a cada dia sua cruz e me siga' (Lc 9,23), e mais ainda: 'Quem não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo' (Lc 14,27). – Se a senhora me permitir, deixo um conselho: se esse 'homem de Deus' a quem senhora se referiu está ensinando algo diferente disso, corra para bem longe dele, porque está dizendo o contrário do que disse o Cristo! Em quem a senhora vai preferir confiar? Para não ter erro, entre numa igreja católica e reze, peça a Luz do Espírito Santo: peça a Ele que lhe mostre o caminho e qual a verdadeira igreja. Peça que lhe mostre se falsos pastores por acaso não andam tentando desviá-la do verdadeiro caminho do Senhor. Afinal, a Igreja Católica é a única que foi fundada diretamente por Jesus Cristo. Quem sabe um padre possa tirar outras dúvidas que a senhora tenha? Bom, eu já vou indo. Que Deus a abençoe".

Retomei meu caminho, mas a mulher continuou lá, parada, muda. Nem falou um “tchau”. Andei alguns passos e olhei para trás, para ver se estava ainda no mesmo lugar. E o que vi, desta vez, surpreendeu foi a mim: ela subira as escadas da igreja, e entrava timidamente pela porta(!).

Segui meu rumo pensando em quanta gente perdida, entre preconceitos implantados, precisando apenas de um bom conselho, transita pelas ruas desta cidade e do mundo, com a "cabeça feita" por falsos pregadores. Gente que depende apenas da orientação de um fiel católico para encontrar o seu caminho até a Igreja de Cristo. Católicos que, em sua maioria, permanecem mudos, mesmo quando aparece a oportunidade para evangelizar.

Título Original: É CORRETO FAZER O SINAL DA CRUZ AO PASSAR EM FRENTE A UMA IGREJA CATÓLICA? ISSO É BÍBLICO OU APENAS UMA INVENÇÃO?


Site: Front Católico
Editado por Henrique Guilhon

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Jovens participam de Missão Solidária Marista


Por Adilson Jorge

Jovens Conectados




Oficinas, atividades lúdicas e integração com espaços importantes para as comunidades. Há 15 anos, os jovens que estão cursando o Ensino Médio nos Colégios Maristas e no Marista Escolas Sociais vivem a experiência do voluntariado e realizam visitas, troca de experiências, atividades e ações em áreas periféricas dos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Neste ano, cerca de 500 voluntários, entre jovens e educadores, estão envolvidos na Missão Solidária Marista, que está acontecendo desde o dia 19 de janeiro e vai até dia 1º de fevereiro. As ações, que estão em sua décima quinta edição, acontecem simultaneamente nas cidades de São Paulo (SP), Curitiba e Paiçandu, no Paraná entre os dias 19 e 25 de janeiro. A partir de 26 de janeiro a 1º de fevereiro, os jovens estarão em Ponta Grossa (PR) e São José, (SC).

De acordo com o responsável pela Missão Solidária Marista, Bruno Socher, o objetivo é promover a sensibilidade solidária e a troca de experiências. “Educar para a solidariedade, com um aprendizado recíproco e dialógico, por meio da imersão em realidades desafiadoras”, afirma. Desde 2005, o Grupo Marista já realizou missões voluntárias em 48 localidades, que contaram com a participação de mais de dois mil jovens. Atualmente, o grupo está presente em alguns desses locais com o Marista Escolas Sociais no Paraná, Santa Catarina e São Paulo, oferecendo educação gratuita e de qualidade para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Além de colocarem a mão na massa em ações para melhorar a estrutura de espaços públicos das comunidades, os jovens passam todo o período da Missão, hospedados em casas de famílias que moram nas comunidades. “Com certeza, esse é o ponto alto da experiência para os jovens, que criam laços para a vida e, além de ajudarem a comunidade, também ressignificam muitos sentimentos e valores. Mais do que a marca que deixam nos territórios, os estudantes também vão embora transformados”, salienta Bruno.

Ações e conscientização

Na capital paulista, na Zona Leste, as atividades incluem oficinas de empreendedorismo no Galpão da ZL e no Parque Jacui, oficinas de plantio e jardinagem com o Mulheres do GAU – Grupo de Agricultoras Urbanas, técnicas de reciclagem com os catadores de lixo da ONG Guerreiros de Deus, e nas ações da Pastoral da Criança. Em Curitiba, no Fazendinha os jovens vão conversar sobre “advocacy” – prática de cidadania que argumenta em prol da defesa de causas e direitos para influenciar políticas públicas – revitalizar a quadra do Colégio São Miguel e participar de oficinas no Hospital Cajuru e de reciclagem de lixo.

Em São José, (SC), os estudantes vão participar de atividades relacionadas à ecologia e ao meio ambiente, conhecendo ONGs de catadores de material reciclável e atuando no horto florestal da comunidade. Já em Paiçandu, no interior do Paraná, as mulheres da comunidade receberão oficinas sobre empoderamento feminino. Os alunos terão contato com a cooperativa de catadores e promoverão reformas em espaços comunitários. Em Ponta Grossa (PR), no bairro do Santa Mônica e educação de qualidade estará em pauta. Os estudantes vão conhecer as lideranças da região e reformar os muros e quadra de um centro municipal de educação infantil.

Por Nathalie Maia


Site: Jovens Conectados
Editado por Henrique Guilhon