A Igreja é a coluna (mestra) e sustentáculo (preservadora) da verdade – 1º Tim 3,15

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É importante falar de Deus, das coisas de Deus, sem tirar os pés do mundo, pois estamos nele, embora que não sejamos dele. O Viver em Deus, fala de Deus, dos fatos da Igreja, do meio cristão católico. O Viver em Deus não é fechado em si mesmo, portanto faz também a apresentação de obras de outros sites católicos, o que, aqui, mais se evidencia, no intuito da divulgação e conhecimento dos mesmos. UM BLOG A SERVIÇO DA IGREJA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. Sejam todos bem - vindos!

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Quando neste blog é falado, apresentado algo em defesa da Igreja, contra o protestantismo, é feito com um fundo de tristeza ao ver que existem "cristãos" que se levantam contra a única Igreja edificada pelo Senhor Jesus no mundo. Bom seria se isto não existisse, a grande divisão cristã. Mas os filhos da Igreja têm que defendê-la.

Saibam, irmãos(ãs), que o protestantismo, tendo que se sustentar, se manter, se justificar, terá que ser sempre contra a Igreja católica (do contrário não teria mais razão de sê-lo) ainda que seja pela farsa, forjar documentos, aumentar e destorcer fatos (os que são os mais difíceis para se comprovar o contrário pelos cientistas católicos, pois trata-se de algo real, mas modificado, alterado para proveito próprio.) E tentarão sempre atingir a Igreja na sua base: mentiras contra o primado de São Pedro, contra o Papa e sua autoridade, contra o Vaticano, contra a sua legitimidade, e outros tantos absurdos. São, graças a Deus, muitos sites católicos que derrubam (refutam) estas mentiras, provando o seu contrário, bastando portanto se fazer uma pesquisa séria, por exemplo, com o tema: cai a farsa protestante, refutando o protestantismo, etc. O Espírito Santo jamais abandona sua Igreja. Que saibamos, por este Espírito, amar aos protestantes que não participam destas ações malignas, e aos que se incumbem destas ações, os inimigos da Igreja, que saibamos, ainda que não consigamos amá-los o bastante, ao menos respeitá-los em sua situação crítica perante Jesus e desejar a eles a conversão e a Salvação de Nosso Senhor Jesus. "Se soubéssemos verdadeiramente o que é o inferno, não o desejaríamos ao pior inimigo".

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Notas Importantes

*O marcador “IDOLATRIA”, na seção TEMAS, abaixo, à esquerda, assim está exposto com a função de desmentir as acusações de idólatras aos católicos, outras vezes também denunciando que estes próprios acusadores cometem a idolatria ao dinheiro, entre outras.

*Os anúncios que aparecem neste blog podem porventura não serem compatíveis com a doutrina católica, por escaparem da filtragem do sistema. Aconselha-se a quem se incomodar com estes anúncios, atualizar a página do blog até que eles sejam modificados.

*Ao usar o telemóvel escolha a opção “visualizar versão para a web”, localizada abaixo da opção “página inicial” , para que sejam utilizados todos os recursos apresentados na página como vista no computador.

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Tradutor

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A Visitação de Nossa Senhora





Blog Canção Nova

Uma reflexão sobre o significado da visita de Maria a sua prima Isabel.


A Visitação da Virgem Maria a sua prima Santa Isabel, cuja festa comemoramos dia 31 de Maio, é um acontecimento no mínimo enigmático, que não compreendemos facilmente. Maria estava grávida e partiu para uma longa viagem, pois na época não havia as estradas e os meios de transporte de hoje. De Nazaré, na Galileia, até Ain Karin, na Judéia, onde morava Isabel são 150 quilômetros de distância. Para ir até a casa de sua prima eram necessários vários dias de viagem. Certamente não foi uma viagem fácil, principalmente por causa da gravidez de Maria. Por isso, não é fácil compreender o que levou Nossa Senhora a empreender essa caminhada.

Maria, contra todas as expectativas, depois de receber do anjo Gabriel o anúncio: “Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus” (Lc 1, 31), ela parte para a casa de Isabel. Lembre-se que Isabel estava grávida de seis meses (cf. Lc 1, 36). Quando Nossa Senhora saudou Isabel, “a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo” (Lc, 1, 41). Era João Batista, primo de Jesus, que estava no ventre de Isabel e certamente teve sua vida marcada pelo seu encontro com o Verbo Encarnado.

Isabel, depois de saudar Maria, diz: “Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar? (Lc 1, 43). Ela diz isso por que Nossa Senhora, sua prima, estava grávida do Verbo Encarnado e, por isso, estranha a sua visita. Isabel também não compreendeu o motivo daquela visita inesperada de Maria, principalmente por que ela seria mãe do seu Senhor.

Para iluminar a nossa reflexão, voltemos ao que Maria disse depois do anúncio do Anjo: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38). Algumas traduções trazem, no lugar de “serva”, o termo “escrava”. Para entender o que isso significa, é preciso compreender o que significava ser escravo naquela época. Para o povo judeu, ser escravo é ter um “senhor” à quem devia obediência. Porém, não como na escravidão que houve aqui no Brasil.

Os servos, ou escravos, naquele tempo, serviam a seus senhores mas tinham seus direitos garantidos pela Lei judaica. Maria se fez serva em obediência, não a um senhor ou patrão, mas ao Senhor dos Céu e da Terra. Por isso, não se apegou a sua condição de Mãe do Verbo, Jesus Cristo, mas colocou-se a serviço de sua prima. Ficou com ela durante os três meses (cf. Lc, 1, 56) que faltavam para Isabel dar à luz a João Batista (cf. Lc 1, 60-63).

Maria, aquela que é a “cheia de graça” (cf. Lc 1, 28), escolhida para ser a Mãe de Jesus, Nosso Senhor, empreende uma longa viagem para ficar com Isabel, cuidar dela nos últimos dias de sua gravidez. Nesse gesto de Maria somos formados para também nos colocar como servos, como escravos do Senhor do Céu e da Terra. Ser servo de Deus é uma grande dignidade, por isso, para que não nos orgulhemos, Nossa Senhora nos convida a assumir a postura de nos colocar a serviço dos nossos irmãos. Que esta reflexão nos ajude a aprender, na escola da Virgem Maria, a humildade e o serviço ao Senhor e aos irmãos.

Por fim, convido você para conhecer a consagração a Maria, segundo o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort. Pois, esta consagração é uma verdadeira escola de santidade, frequentada por inúmeros santos e santas, como São Pio de Pietrelcina, São João Bosco, Santa Terezinha. Saiba como fazer a consagração, para se tornar um escravo de amor da Virgem Maria.

Título Original: A Visitação de Maria a Isabel


Site: Blog. Canção Nova.com
Editado por Henrique Guilhon

Dias antes de morrer, padre Rufus rezou pelo Brasil




Soldados Católicos

Padre Rufus se encontrou com a Irmã Kelly Patrícia e outras religiosas do Instituto Hesed em Londres, no sábado, 28 de abril.

No sábado, 28/04, quatro dias antes de sua morte, padre Rufus Pereira recebeu a visita da Irmã Kelly Patrícia, do Instituto Hesed. A religiosa e outras irmãs do Instituto estiveram em Londres, na Inglaterra, para participar de uma missão evangelizadora e aproveitaram a oportunidade para encontrar o sacerdote que estava no país.

Em entrevista ao Canção Nova Notícias, Irmã Kelly fala sobre sua experiência com padre Rufus na ocasião. O encontro foi marcado pela celebração de uma Missa. "Nós chegamos um pouco atrasadas, porque nos perdemos, mas quando chegamos lá ele nos acolheu com muita alegria e muita felicidade e logo preparou tudo, fez um altarzinho muito singelo para iniciar a Santa Missa e celebrou para nós. Foi um momento de profunda experiência de Deus", recorda.

A religiosa conta que na Santa Missa "ele rezou muito pelo nosso Brasil" e, dias depois, ao saber de seu falecimento elas entenderam que talvez aquela oração tenha sido a última que ele rezou por essa intenção, ainda aqui na terra.

Irmã Kelly Patrícia disse também que durante a homilia, ele recordou um fato ocorrido nos inícios de sua vida sacerdotal. "Uma pessoa que ele conhecia estava perdendo a fé, não acreditava mais na Santíssima Eucaristia, e ele quis conversar com essa pessoa para tentar convencê-la do contrário. Ele saiu de lá muito triste porque não conseguiu convencê-la. Então depois que ele fez a experiência profunda com o Espírito Santo na Renovação Carismática Católica ele compreendeu que só o Espírito Santo pode fazer a obra", conta a religiosa.

Essa experiência ele transmitia a todos. Irmã Kelly lembra que ele costumava dizer "com o Espírito Santo as coisas acontecem".

Padre Rufus rezou também pelo Instituto Hesed, agradecendo por sua missão evangelizadora no Brasil e depois rezou por cada uma das religiosas que estavam ali. Irmã Kelly recorda ainda que, após a Missa, ele fez questão de oferecer chá a elas

“O que padre Rufus nos deixa é esse exemplo vivo da vivência do Evangelho… Ele deixa uma estrada de luz para todos nós de que é possível viver o evangelho”, ressalta.

Título Original: Padre Rufus reza pelo Brasil dias antes de sua morte


Site: Soldados Católicos
Editado por Henrique Guilhon

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Pastor é morto por cobra em pleno culto





Catia

Um pastor pentecostal,nos EUA, que costumava carregar cobras venenosas durante os serviços religiosos morreu de uma picada de cascavel. Mack Wolford, que acabava de completar 44 anos, foi morto por uma cobra que ele tinha possuído por anos, relata o Washington Post.

Ele foi mordido durante um culto ao ar livre em um parque estadual,e ele esperava que seria um "regresso a casa como nos velhos tempos,"com as pessoas falando em línguas,e a manipulação de cobras seria um "grande momento", disse ele em sua página no Facebook . Wolford foi mordido na coxa quando ele se sentou ao lado da cascavel durante o culto.

Ele foi levado para casa de um parente para se recuperar, mais tarde foi levado às pressas para um hospital local, onde foi declarado morto. Wolford acreditava que a Bíblia exige que os cristãos tem que lidar com cobras venenosas para testar sua fé em Deus, e permanecer firme em sua crença de que eles não vão ser picados, ou serão curados se forem atacados.

Morte por cascavel é "insuportável, o veneno ataca o sistema nervoso, e é cruel e horrível quando acontece," um especialista em cobras disse ao Post. Wolford era filho de um pregador que manipulava cobras que morreu de uma picada de cobras quando Wolford tinha 15 anos.

Título Original:  Pastor que manipulava cobras nos cultos morre picado por uma.


Site: Macabeuscomunidades.blogspot.com.br
Editado por Henrique Guilhon

Por que devemos ir à igreja?




Padre Flávio Sobreiro

Lá mataremos nossa sede

Nas regiões onde a carência de água é bastante prejudicial à sobrevivência do ser humano, os caminhões-pipa são indispensáveis para que muitas famílias possam receber periodicamente o mínimo necessário de água para sua sobrevivência. Sem este veículo que leva a água em seu reservatório, muitas famílias estariam condenadas a conviver com a falta d'água. E todos sabem que esse líquido é um elemento necessário para nossa sobrevivência.

O caminhão-pipa transportando a água está de certa forma levando vida a todos aqueles que dependem dessa substância para continuar vivos. Abastecido, ele cumpre o seu papel de ser um rio onde não há nascentes.

Muitas pessoas se perguntam qual a importância de participar da Igreja. Muitos se afastam da comunidade cristã pelos mais variados motivos. Outros até participam, mas voltam para casa do mesmo modo como chegaram. Em meio a uma sociedade que, muito rapidamente, vai criando a mentalidade de que a espiritualidade é algo individualista, qual o sentido de participar da Igreja? Por que ir à igreja?

Assista: "Reavivados na fé", com padre Roger Luis 



Muitas vezes se chega à igreja como um caminhão-pipa, porém vazio, sem a água necessária que é sinal de vida. Diante do mistério de Deus, da Palavra proclamada, refletida e meditada, do pão e do vinho que se tornam o Corpo e Sangue de Cristo, nos abastecemos da Vida em Plenitude oferecida pelo próprio Cristo. Deste modo voltamos para casa cheios da Água Viva e, assim, podemos partilhar com aqueles que convivem conosco a Água que em nós foi depositada em nosso coração.

O coração é o depósito da Vida em Plenitude, no qual levamos o amor de Deus a nossos irmãos e irmãs. Quando deixamos de participar da Igreja nosso coração fica vazio e seco. Como alguém pode saciar a sede de outra pessoa se não possui nem mesmo água suficiente para saciar a própria sede?

Um caminhão-pipa só cumpre seu papel se estiver abastecido de água. Um ser humano só se sente completo como pessoa se estiver abastecido da presença de Deus. Por que ir à igreja? Ir à igreja porque nela está a Fonte de Água Viva, que sacia nossas sedes interiores. E porque, uma vez abastecidos da presença de Deus em nós, podemos levar esta mesma Água a todos aqueles que pedem uma gota da Água da Vida, a qual lhes devolva o sentido de viver em uma sociedade que partilha outras águas artificiais que não saciam a sede; mas pelo contrário, fazem com que o ser humano sempre tenha mais sede de vida verdadeira.

Ir à igreja porque lá encontramos a comunidade reunida. Na união com os irmãos e irmãs de comunidade partilhamos as dores e alegrias da vida em uma comum unidade. Ir à igreja porque é lá que o milagre da Eucaristia acontece em toda Santa Missa celebrada. Ir à igreja para voltarmos para casa melhores do que chegamos.

Muitas pessoas quando voltam para casa, ouvem de seus familiares:“Você foi rezar e voltou pior?” Quando voltamos para casa abastecidos do Amor de Cristo em nós é impossível voltarmos para o cotidiano da vida do mesmo jeito que chegamos. Somente quem teve sua sede saciada por Deus poderá saciar a sede de outras pessoas com o mesmo amor que recebeu.

Se o caminhão-pipa leva a água que sacia a sede humana biológica, nós somos convidamos a sair da igreja com o coração abastecido da Água Viva que sacia a nossa sede humana do Amor Divino.


Padre Flávio Sobreiro

Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP. Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre - MG.
Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Carmo (Cambuí-MG). Padre da Arquidiocese de Pouso Alegre - MG. 
http://www.flaviosobreiro.com

Título Original: Saiba por que você deve ir à igreja?


Site: Canção Nova.com
Editado por Henrique Guilhon

terça-feira, 29 de maio de 2012

A dor encarada como revelação



Imagem de Destaque






Padre Adriano Zandoná

O sofrimento nos leva a Cristo

Em sua Carta Apostólica sobre o significado cristão do sofrimento humano (já expressa em nosso trabalho), “Salvifici Doloris” (1984, n° 26), o saudoso Pontífice João Paulo II expressou, com maestria, a ideia enunciada: A dor humana como lugar de "revelação".

“Temos visto, através dos séculos e das gerações, que há no sofrimento um certo poder escondido, ou seja, uma graça especial que leva a pessoa, interiormente, para perto de Cristo. Uma graça particular.

A esta ficaram a dever a sua própria conversão muitos santos, como, por exemplo, São Francisco de Assis, Santo Inácio de Loyola, etc. O fruto de semelhante conversão é não apenas o fato de que o homem descobre o sentido salvífico do sofrimento, mas sobretudo que no sofrimento ele se torna um homem totalmente novo”.

De fato, a partir do evento Cruz, a dor humana se tornou um lugar privilegiado de manifestação/revelação do Sagrado, da presença e ação do próprio Deus, que, no mistério de sua Sexta-feira Santa, atrai a si todos os homens (cf. Jo 12,32). E este poder escondido – acima citado pelo Pontífice – presente no mistério da dor, manifesta, concretamente no território humano, a sua graça particular: No “alto do madeiro” o coração do homem sofredor tende a se dilatar e, a consequentemente, se questionar sobre a própria existência e sobre sua finalidade no solo de nosso tempo.

Assista: "O sofrimento não é maldição e sim redenção", com padre Reginaldo Manzotti


Precisamente aí ele “pode” – exercendo sua liberdade de criatura – olhar a seu lado e perceber que não está só, pois com ele está também o “Crucificado por excelência”, acompanhando-o em seu sofrer cotidiano e manifestando-Se a ele em expressão máxima de amor/doação por intermédio do emblema de sua dor.


O Crucificado da Sexta-feira Santa se torna presente na dor dos sacrificados do mundo. A paixão do mundo é alcançada e fermentada pela Paixão de Cristo, de modo que o peso da finitude não se torna ocasião de desespero e de condenação, mas caminho de ressurreição e de vida.

Ele, que, por amor à criatura humana e em obediência ao Pai, “foi transpassado” (cf. Zc 12,10; Jo 19,37) pela dor/finitude e pelo abandono, acompanha todos os crucificados de nossa terra, oferecendo a estes um perene sentido para seu sofrer, e inserindo-os em valores que transcendem a imanência (visão encerrada na finitude) própria da criaturalidade humana.

Na cruz do homem o Crucificado se desvela profundamente sob o signo do amor: “mais forte que a finitude e a morte” (cf. Ct 8,6b), e que tudo redime em seu sacrifício de obediência e liberdade.

Assim sendo, a partir de Cristo sofredor, a dor do homem se torna um específico território de revelação de um Deus que não o abandona à mercê de seus próprios dissabores, mas, que segue com ele até o fim de sua “Via Crucis” (Via dolorosa; em seu caminho de sofrimentos).Como consequência de tal compreensão, a dor do homem acaba por manifestar-se como uma perene possibilidade de redenção/salvação e, evidentemente, como um preciso espaço de revelação para os que a experienciam e para toda a humanidade.



Padre Adriano Zandoná

Adriano Zandoná é padre e missionário da Comunidade Canção Nova. Formado em Filosofia e Teologia, é articulista e apresenta o programa “Em sintonia com meu Deus” de segunda a sábado – 6h15min – pela TV Canção Nova.

Título Original: A dor humana como lugar de "revelação"


Site: Canção Nova.com
Editado por Henrique Guilhon

Quais foram os padroeiros das JMJs?


Jovens Conectados

Grandes exemplos de vida cristã, protetores e intercessores. Esses são os santos padroeiros, presentes há séculos na tradição católica. É tão grande a devoção popular que despertam que também as jornadas mundiais da juventude têm seus padroeiros. Os da JMJ Rio 2013 serão revelados no próximo domingo.

A primeira Jornada a escolher patronos foi a de Toronto, no Canadá, em 2002. Desde então, sempre são propostos santos e beatos como modelos para a juventude. Em geral, são escolhidos santos jovens, ou que tiveram destacada atuação em prol da juventude ou que têm particular importância na história do país sede.

Até agora, uma santa e dois beatos já foram padroeiros duas vezes cada um: Santa Teresa de Lisieux e o jovem beato italiano Pier Giorgio Frassati foram padroeiros das JMJ Toronto e Sidney (2008). Já o beato João Paulo II foi padroeiro em Sidney e Madri (2011).

Veja a seguir a lista completa dos padroeiros das Jornadas:

Toronto 2002

Beata Kateri Tekakwitha 
Beato Andrew of Phu Yen 
Santa Josephine Bakhita 
Santa Agnes de Roma 
Santa Teresa of Lisieux 
Beato Pier Giorgio Frassati
Beato Francisco Castello Aleu 
Beato Marcel Callo
Beato Pedro Calungsod

Colônia 2005

Reis Magos
São Bonifácio
Santa Úrsula
Santo Alberto Magno
Santa Edith Stein
Beato Adolph Kolping

Sidney 2008

Nossa Senhora da Cruz do Sul
Beato Pier Giorgio Frassati
Beata Mary McKillop
São Pietro Chanel
Beato Pietro To Rot
Beata Madre Teresa de Calcutá
Santa Teresa de Lisieux
Santa Maria Goretti
Santa Faustina Kowalska
Servo de Deus João Paulo II

Madri 2011Santa Teresa de Ávila
São João da Cruz
Santo Inácio de Loyola
São Francisco Xavier
Santo Isidro dos Trabalhadores
Santa Maria de la Cabeza
São Rafael Arnaiz
São João de Ávila
Santa Rosa de Lima
Beato João Paulo II

Titulo Original: Veja quais foram os padroeiros de todas as JMJs


Site: Jovens Conectados
Editado por Henrique Guilhon

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Nossa Senhora e a vinda do Espírito Santo



Blog Canção Nova

“Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres — entre elas, Maria, mãe de Jesus — e com os irmãos dele” (At 1, 14).


Depois da morte e ressurreição de Jesus, Maria permaneceu com os discípulos para confirmá-los na fé. Pois, eles estavam assustados com a perseguição por parte dos judeus e dos romanos. Além disso, estavam decepcionados consigo mesmos, pois abandonaram o Mestre quando este foi preso pelos soldados romanos. Jesus foi flagelado, crucificado e morto, sem que nenhum deles reagisse contra a situação. Pedro, que foi constituído o primeiro deles, negou o Senhor três vezes (cf. Lc 22, 61).

A esta altura você deve estar se perguntando: qual foi a importância de Maria neste acontecimento fundante que foi o Pentecostes?

Maria foi quem confirmou a fé dos discípulos no momento que estes mais precisavam, pois eles estavam desolados, tristes, desanimados, sem compreender a situação e o que aconteceria com eles. Ela permaneceu com eles em Jerusalém, pois esta foi a ordem de Jesus aos discípulos. Estavam unidos em oração até que fossem revestidos da força do alto (cf. Lc 24, 49).

A Virgem Maria foi aquela que esteve presente nos três eventos mais significativos da história da salvação: na Encarnação do Verbo, no Mistério Pascal de Cristo e no Pentecostes. Ela, que é a mulher cheia de graça (cf. Lc 1, 28), estava reunida com os Apóstolos no cenáculo, em Jerusalém, quando aconteceu o derramamento do Espírito Santo.

O Espírito repousou sobre eles, como línguas de fogo, e ficaram cheios dos Espírito Santo (cf. At 2, 1-3). Pedro, que havia negado Jesus três vezes, pregava com desassombro, levando a muitos ao arrependimento e à conversão de vida. Estes eram batizados e recebiam também o dom do Espírito Santo.

Maria é esta presença silenciosa, que está presente nos momentos decisivos de nossa vida. Com ela, somos chamados a perseverar na oração e, principalmente neste tempo que antecede a Solenidade de Pentecostes, somos chamados à conversão e a clamar o dom do Espírito Santo. Pois, como Pedro, precisamos da força do alto para sermos fiéis à missão que o Senhor nos confiou, em nossas famílias, em nossos trabalhos, em nossas comunidades. Estejamos unidos à Virgem Maria em oração e peçamos o Espírito Santo, para que sejamos fiéis a Cristo e a Igreja.

Título Original: A Virgem Maria e o derramamento do Espírito


Site: Blog.Canção Nova.com
Editado por Henrique Guilhon

domingo, 27 de maio de 2012

Jesus vai, e vem o Espírito Santo


Doutrina Católica

Cristo tinha cumprido a sua missão sobre a terra, e para nós havia chegado o momento de entrarmos em comunhão com a natureza divina do Verbo. Era preciso que a nossa vida anterior fosse transformada em outra diferente, come­çando um novo estilo de vida em santidade. Ora, isto só podia ser realizado pela participação do Espírito Santo.
O tempo mais oportuno para o envio do Espírito Santo e sua descida sobre nós foi o que se seguiu à ascensão de Cristo nosso Salvador.

De fato, enquanto Cristo vivia visivelmente entre os seus fiéis, ele mesmo, segundo julgo, dispensava-lhes todos os bens. Mas quando chegou o momento estabelecido para subir ao Pai celeste, era necessário que ele continuasse presente no meio de seus fiéis por meio do Espírito e habitasse pela fé em nossos corações, a fim de que pudésse­mos clamar com toda confiança: Aba – ó Pai! (Rm 8,15). E ainda nos tornássemos capazes de progredir sem demora no caminho da perfeição, superando com fortaleza invencível as ciladas do demônio e as perseguições dos homens, graças à assistência do Espírito todo-poderoso.

Não é difícil demonstrar, com o testemunho das Escri­turas, tanto do Antigo como do Novo Testamento, que o Espírito transforma e comunica uma vida nova àqueles em quem habita.

O servo de Deus Samuel, dirigindo-se a Saul, diz: O Espírito do Senhor virá sobre ti e tu te tomaras outro homem (cf. ISm 10,6). E São Paulo afirma: Todos nós, porém, com o rosto descoberto, contemplamos e refletimos a glória do Senhor, e assim seremos transformados à sua imagem, pelo seu Espírito. Pois o Senhor é Espírito (2Cor 3,18.17).

Vês como o Espírito transforma noutra imagem aqueles em quem habita? Facilmente ele os faz passar do amor das coisas terrenas à esperança das realidades celestes, e do temor e da indecisão à firme e generosa fortaleza de alma. Foi o que sucedeu com os discípulos: animados e fortaleci­dos pelo espírito, nunca mais se deixaram intimidar pelos seus perseguidores, permanecendo inseparavelmente uni­dos e fiéis ao amor de Cristo.

É verdade, portanto, o que diz o Salvador: É bom para vós que eu volte para os céus (cf. Jo 16,7), porque tinha chegado o tempo de o Espírito Santo descer sobre eles.

Do Comentário sobre o Evangelho de João, de São Cirilo de Alexandria, Bispo (Lib. 10,16, 6-7: PG 74, 434, séc. V)


Título Original: Se eu não for, o Espírito não virá a vós



Site: Doutrina Católica
Editado por Henrique Guilhon

sábado, 26 de maio de 2012

O que você espera do Espírito Santo?



Márcio Mendes
Foto: Wesley Almeida/Cancaonova.com

Márcio Mendes

Meus irmãos, a paz!

Que Deus venha em nosso socorro neste dia, para que sejamos cheios do Espírito Santo, Ele tem uma palavra, uma luz, um discernimento para você neste dia. Desde já convido você a abrir sua Bíblia em Romanos 8,26-27. São Paulo nos ensina: "Da mesma forma, o Espírito vem em socorro de nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito, pois é de acordo com Deus que ele intercede em favor dos santos". 

Tenho a ousadia de dizer que esta é a Palavra de Deus para você hoje. Se não sabe o que o Senhor tem reservado para você neste dia, tenha confiançã, pois, até mesmo a Virgem Maria perguntou como as coisas iriam acontecer, e o anjo a respondeu: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus.” (Lc 1,35). Meus irmãos, o Espírito Santo vem em nosso socorro, é Ele mesmo que vem nos tocar, em socorro da nossa fraqueza, da nossa necessidade. Agora você pode está se perguntando como isso acontecerá, como resolverei tal situação, digo a você é o Espírito Santo que vem em nosso socorro. 

Feliz você que aceitou o convite do Senhor para que estivesse aqui neste momento, então tenha fé, ponhe sua confiança em Jesus, pois aquilo que Ele quer realizar em sua vida se cumprira, e tenha certeza o Senhor mudara toda a sua vida, por meio do Espírito Santo. 

Recordo da minha primeira experiência do batismo no Espírito Santo, era o ano de 1989, e fui convidado a ir a um grupo de oração, não sabia o que era Renovação Carismática, nem ao menos grupo de oração, não queria ir, mas fui simplesmente para não ser mal educado diante do convite. Ao chegar lá vi as pessoas rezando de maneira animada, achei aquilo tudo muito estranho, mas fiz a opção por rezar, e uma pessoa rezou por mim pedindo o Espírito Santo. Naquele momento não “sentir” nada, mas percebi logo que houve uma transformação em minha vida e em toda a minha família. 

Eu era um jovem triste, solitário, inclusive em minha juventude pensei que o melhor para mim seria morrer, também tinha medo de muita coisa, e me apegava a algumas pequenas superstições, vivia escravizado pelo medo. Porém, com a experiência do batismo no Espírito Santo, fui tomado por uma confiança em Deus, e percebi claramente que isto já era consequência da vida nova no espírito, e este reorientou toda a minha vida. 



"Ser batizado no Espírito Santo é experimentar o socorro de Deus"
Foto: Wesley Almeida/Cancaonova.com

Sabe quem é o Espírito Santo? É aquele que socorre você em sua necessidade! 

Você vai receber o Senhor força e cura, pois Ele vem em socorro da nossa fraqueza, mas para que isso aconteça é preciso que tenhamos fé, e abrir o nosso coração para está graça maravilhosa. Pois a palavra é clara, quando afirma que o Espírito Santo vem em nosso socorro!

A força de Deus, o socorro de Deus se manifesta onde a necessidade for maior, então meu irmão, aquele que se encontra mais carente, mas necessitado será socorrido abundantemente socorrido pelo Senhor. 

Ser batizado no Espírito Santo é experimentar a força, o socorro de Deus, basta apenas abrir-mos para ser socorrido. Posso aqui relatar muitas coisas que Deus fez em minha vida por meio do batismo no Espírito, não sou melhor do que ninguem, apenas abrir-me para a graça de Deus. 

Uma destas situações ocorreu-me quando estava em uma missão em São Paulo, e lá chegou uma mulher, encurvada há mais de 30 anos, passando mal, fomos ao encontro daquela senhora, e começamos a conversar, ela relatou que todas as vezes que iria rezar começava a passar mal, e se encurvava. Porém ela queria muito sair daquela situação, desejou imensamente viver uma vida nova. O Espírito Santo, foi nos revelando toda a opressão que aquela mulher vivia. Rezamos pedindo sobre ela o Espírito Santo, e ela foi batizada no Espírito Santo. Pude perceber que através da oração o Senhor realizou uma maravilhosa libertação naquela mulher, e esta quando se levantava para agradecer a Deus, sua coluna indireitou, recebeu a graça do Espírito Santo. 

Dei a você este testemunho, para mostrar inclusive os carismas que o Senhor concede aquele que recebem o sacramento do Batismo. Por isso meus irmãos, somos cheios dos carismas do Espírito Santo, através de uma vida no Espírito, nos faz vivermos próximos de Deus, cheios de fé e confinça. 

Coragem, se abra o Espírito Santo, quem é cheio dele experimenta uma unção que o leva infalivelmente a um acerto em suas decisões. Quem é cheio do Expírito Santo, possui gosto pela palavra de Deus, sente-se amado por Deus, e principalmente recebem a força, o socorro para jamais se afastar de Deus. 

Se você quer receber esta graça de Deus, se abra, saiba que mesmo se você não sentir nada é o Senhor quem realiza a obra, apenas deseje receber o Espírito Santo, e se abandone no amor do Senhor. Não somos nós que vamos até Ele, e o Senhor quem vem até nós, nos enviando seu Espírito. 

Reze com as suas palavras suplicando a vinda do Espírito Santo! Ore, pedindo a graça do encontro pessoal com o Senhor, através do batismo no Espírito Santo. Reze pedindo a libertação ao Senhor, suplicando uma vida nova, para que você seja um homem e uma mulher nova pelo poder do Espírito Santo.

Deseje ardentemente receber o Espírito Santo, e você terá uma vida nova através do Espírito Santo.

Não tenha medo, o Senhor vem em nosso socorro!

Vem Espírito Santo! 

Transcrição e adaptação: Ricardo Gaiotti 

Assista um trecho desta pregação:






Márcio Mendes 
marciomendes@cancaonova.com
Missionário da Comunidade Canção Nova, estudante de teologia, autor dos livros "Quando só Deus é a resposta" e "Vencendo aflições, alcançando milagres".


Site: Canção Nova.com
Editado por Henrique Guilhon


JMJ é apresentada a corpo diplomático do Brasil





Rio 2013


Embaixadores de diversos países puderam conhecer um pouco mais sobre a Jornada Mundial da Juventude Rio2013 na manhã de quinta-feira, 24 de maio, durante uma apresentação feita por uma comissão do Comitê Organizador Local (COL) na sede da Nunciatura Apóstólica no Brasil, em Brasília.

O Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni D’Aniello, anfitrião do encontro, pediu o “empenho de todos para fazer da JMJ Rio2013 uma Jornada inesquecível”.

Além do Núncio e das várias autoridades presentes, falaram sobre a Jornada o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Dom Raymundo Damasceno, o presidente do COL e arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, o diretor geral da Jornada, monsenhor Joel Portella Amado, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho e o coordenador da comissão governamental para a Jornada, Luiz Carlos Pugialli. O evento contou também com a presença dos bispos auxiliares do Rio, Dom Antonio Augusto Dias Duarte e Paulo Cezar Costa, vice-presidentes do COL e do representante do ministério da Relações Exteriores, Paulo de Tarso.

Dom Giovanni ressaltou que a presença maciça do corpo diplomático demonstrava o reconhecimento da importância da Jornada Mundial da Juventude, a qual chamou de “intuição profética de João Paulo II”, provocando uma verdadeira “revolução no campo da pastoral juvenil”, com a formação de novas gerações de cristãos que vivem verdadeiramente o Evangelho e o transmitem com alegria.

A peregrinação dos símbolos da Jornada, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora foi um dos temas abordados pelo presidente da CNBB. Ele destacou que mais de dois milhões de jovens já puderam viver a experiência da pré-jornada, com a chegada dos símbolos às suas dioceses. Ele falou ainda sobre a Semana Missionária, que antecede a Jornada, momento em que os jovens viverão a partilha e a missionariedade.

O arcebispo do Rio, Dom Orani, agradeceu a presença do corpo diplomático, em especial para que eles possam transmitir aos jovens de seus países as devidas orientações e certificá-los do acolhimento que está sendo preparado pela cidade do Rio de Janeiro.

O ministro Gilberto Carvalho saudou a todos em nome da presidente Dilma Rousseff e falou da alegria e honra que desde o primeiro momento o governo do Brasil vivenciou com a escolha o Rio.

Gilberto explicou que a JMJ transcende um evento religioso. “Estamos preocupados com os valores que a juventude brasileira vai praticar daqui para frente”, destacou, afirmando que e a Jornada vem justamente contribuir nessa área, no cultivo e desenvolvimento entre os jovens de valores que são fundamentais para uma sociedade.

O ministro reafirmou o compromisso do governo brasileiro com a realização do evento e adiantou aos diplomatas há um empenho junto ao Itamaraty para que sejam facilitados os processos dos vistos para a entrada dos milhões de jovens que virão ao encontro e pediu aos embaixadores que durante a JMJ, que acontece entre 23 e 28 de julho de 2013, disponibilizem uma presença consular especial para atender aos peregrinos.


Título Original: Rio JMJ 2013 é apresentada para o corpo diplomático no Brasil


Site: Rio 2013
Editado por Henrique Guilhon

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O Rosário "está na Bíblia"?



Bíblia Católica

A intenção do texto não é esgotar a teologia em torno do Rosário, mas apenas demonstrar superficialmente que não existe oposição entre esta devoção e a Palavra de Deus, como julgam alguns hereges.


Vários protestantes têm uma grande pulga atrás da orelha com o rosário. “Como é antibíblico!”, dizem eles. Pois bem, é hora de analisar o Rosário e ver o que a Bíblia tem a dizer sobre este assunto.

O Rosário é uma coleção de orações individuais:

1 – O Credo
2 – O Pai-Nosso
3 – A Ave-Maria
4 – Glória
5 – Salve Regina

1. O Credo Apostólico

“Creio em Deus-Pai, todo-poderoso, criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pela Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos e ressuscitou ao terceiro dia. Subiu aos céus e está sentado à direita de Deus-Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na Comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.”

Este é um dos credos mais antigos que se conhece. Foi inicialmente usando pelos cristãos de Roma. Não há nada antibíblico nele. A única coisa que alguém poderia objetar seria a expressão “creio…na Santa Igreja Católica”. Bem, a primeira pessoa a utilizar a expressão “Católica” (palavra grega para “geral, universal”) foi Santo Inácio de Antioquia em sua carta aos Esmirnenses. Ele morreu em 107 A.D., o que nos faz tirar a lógica conclusão que tal designação para a igreja já era utilizada desde antes. Ele utilizou este termo para diferenciar a Igreja fundada por Cristo e pelos apóstolos das outras igrejas e filosofias heréticas que estavam aparecendo.

2. O Pai-Nosso

Bem, nada de antibíblico aqui. Sem comentários mais.

3. A Ave-Maria

“Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre, Jesus. Santa Maria, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém”.

Isto coloca um bom problema aos protestantes. Porquê? Veja o que a Bíblia diz sobre isso (versão KJV):

“E o anjo veio sobre ela, e disse, Ave, tu que és grandemente favorecida, o Senhor está contigo. Bem-aventurada és tu entre as mulheres”. (Lc 1,28)

São Jerônimo, um dos primeiros Pais da Igreja, traduziu a Bíblia grega para o latim, e a melhor forma de traduzir para o latim a forma “grandemente favorecida” foi “gratia plena”, que significa “cheia de graça”. Isto denota muito bem o estado de Maria, “cheia de graça”, sem pecado.

Desta forma, a primeira parte da Ave-Maria não deixa problema algum. E quanto à segunda parte?

Santa Maria? É esperado que, sendo Maria a mãe do “Santo dos Santos”, ela seja também uma pessoa santa. Isto não pode ser problema para os protestantes, que acreditam que todos os cristãos são santos, de uma forma ou de outra, no mínimo.

Mãe de Deus? Maria é a mãe de Jesus, certo? Jesus era uma pessoa divina com uma natureza divina e humana. Maria “assim como fazem todas as mães” deu a luz à pessoa, não à natureza. E a qual pessoa ela deu à luz? Uma pessoa divina. Logo, Maria é a mãe de Deus.

Rogai por nós, pecadores? Pedimos que Maria ore por nós. Mas ela não está morta? Não de acordo com a Bíblia (Mc 12,26-27; Mt 27,52-53).

Nós devemos orar pelos outros, diz Tiago (Tg 5,16). Ora, mas Jesus não é o único mediador? Sim, assim como Ele é o único rei, o único Senhor, o único sacerdote, etc…E enquanto partilharmos deste seu sacerdócio e reinado, também partilhamos desta única mediação.

Agora e na hora de nossa morte? Oh-oh!, como Maria sabe quando morreremos? Bem, ela possui a visão beatífica (1 Cor 13:12; 2 Pd 1:4), e além do mais, não existe época no paraíso, somente eternidade e, portanto, nem Maria ou os anjos estão sob o limite do tempo e por isso podem ouvir todas as nossas orações.

4. Glória

“Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre. Amem”.

Pequena e linda oração. Ninguém reclame dela.

5. Salve Regina (Salve Rainha)

“Salve Rainha, mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa. Salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós, suspirando, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Ei-a pois, advogada nossa, esses vossos olhos misteriosos a nós volvei. E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus. Bendito é o fruto do teu ventre. Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre virgem Maria. Rogai por nós, santa mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo”.

É bem complicado, vamos com calma.

Rainha? Considere que Jesus, Rei dos Reis, nunca foi casado. Se um rei não possui esposa, quem, portanto, é a rainha? Sua mãe! E isto se aplica aqui.

Vida, doçura e esperança? Isto diz respeito à mediação de Maria, assunto que não abordaremos neste texto pela sua natureza mais profunda. Chamamos Maria desta forma porque ela é a causa, estritamente na forma subordinada “claro”, da nossa salvação, vida, doçura e esperança (que é Jesus).

Vossos olhos misericordiosos? Maria, como imaculada, tem misericórdia de seus filhos. Lembrando que todos somos seus filhos. Ela é nossa mãe, porque somos parte do corpo de Jesus, nascido de Maria.

Clemente, piedosa, doce? Quem nega que a mãe de Jesus é clemente? Ou piedosa? Ou doce? Minha mãe (carnal) é! Quanto mais com um filho como Jesus, o filho de Deus!

Como vimos, são várias orações. Claro, existem entre nós questões sobre o rosário, como apontam alguns quando dizem que Jesus nos recomendou não rezar em “vãs repetições” como fazem os gentios (Mt 6,7).

Mas notem todos que Jesus não condena as repetições, somente as que são “vãs”. Se nós condenamos católicos bêbados, não estamos condenando todos os católicos que bebem e nem significa que todos os católicos “são” bêbados. Isto somente significa que aqueles católicos que “estavam” bêbados são condenados. Aqui é a mesma coisa. Jesus disse para não rezarmos as repetições “que são vãs”, ou sejam, de nada adiantariam. E porque o rosário não é incluído nestas “vãs repetições”? Porque nele nós meditamos os mistérios da vida, morte e ressurreição de Cristo, e isto nunca será “vão”. A Ave-Maria somente é a base para todos estes mistérios. Nunca se acreditou que se consegue alguma coisa com uma certa quantidade de orações. O Rosário bem recitado é aquele bem meditado, com concentração. Onde as palavras não são somente balbuciadas, mas rezadas com fé.

Então, da próxima vez que alguém se dizer um cristão, pergunte como honra a Maria. Se disser “não, obrigado, não sou idólatra, somente honro a Jesus”, pergunte então porque a Bíblia nos pede para honrarmos os santos (1 Pd 1,6-7), e porque Maria é tão “grandemente favorecida”.

“Doravante, todas as gerações me proclamarão bem-aventurada” (Lc 1,48).

Título Original: O Rosário é Bíblico?


Site: Bíblia Católica
Editado por Henrique Guilhon

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Nossa Senhora Auxiliadora


Blog Canção Nova

A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, Dom Bosco e a consagração a Maria.


Hoje, dia 24 de Maio, os Salesianos comemoram a Festa de Nossa Senhora Auxiliadora. A devoção, que se tornou mais conhecida com Dom Bosco, fundador dos Salesianos, das Filhas de Maria Auxiliadora, entre outros, é também comemorada em muitas comunidades do Brasil e do mundo. Inúmeras pessoas recorrem a Maria, pedindo seu auxílio, proteção e intercessão. Outras, participam das festividades para agradecer as graças derramadas pelas mãos da Virgem.

Você sabe qual a relação de Dom Bosco com a consagração a Virgem Maria?

Esta devoção a Nossa Senhora, com o título de Auxiliadora dos cristãos, foi muito difundida por Dom Bosco. O Santo tinha uma particular devoção a Maria, consagrou-se a ela pelo método de São Luís Maria Grignion de Montfort e recomendou aos seus filhos espirituais que se consagrassem a ela. Esta devoção foi transmitida não somente à família salesiana, mas também a todos que se aproximavam dele.

Percebe-se que sua devoção a Nossa Senhora Auxiliadora tem uma íntima ligação com o “Tratado da Verdadeira Devoção Devoção à Santíssima Virgem”. Dom Bosco falava da Virgem como mãe amorosa, que cuida de cada um de seus filhos, ajudando-os em todas as suas dificuldades. Porém, não deixa de alertá-los de um grande perigo para suas almas: “Maria Santíssima não quer a devoção daqueles que querem continuar vivendo em pecado”.

Dizer que Nossa Senhora não quer a devoção de quem quer continuar no pecado é uma afirmação muito dura. Afinal, quem de nós pode se dizer santo? Mas, o que Dom Bosco nos chama a atenção por estas palavras é que não podemos dizer que somos devotos da Virgem Maria e não viver uma busca pela santidade. O Santo chega a dizer que: “Maria Santíssima Imaculada odeia tudo aquilo que é contrário a pureza”.

Como verdadeiros devotos da Virgem Maria, somos chamados a lutar para sermos fiéis às nossas promessas do batismo, renunciar ao mal e ao pecado. Este é o cerne do método de consagração do Tratado. Ao nos consagrar a Maria por esse método, fazemos o compromisso de viver com fidelidade uma vida cristã autentica e recebemos da Virgem um auxílio maior. Isso acontece porque por esta consagração somos mais dóceis a ela e ao Espírito Santo, modelados à imagem de Jesus Cristo.

Assim, sendo verdadeiros devotos de Nossa Senhora, Auxiliadora dos cristãos, alcançaremos cada vez a semelhança de Jesus Cristo, que é o fim último da consagração a Maria e também de nossas vidas. Que Nossa Senhora Auxiliadora seja sempre o nosso auxílio, especialmente nos momentos de dificuldade, na luta contra o pecado e na busca pelo Reino de Jesus Cristo. Este Reino virá, em sua plenitude, quanto acontecer o Reino da Virgem Maria. Como consagrado a ela, somos chamados a ser seus apóstolos, para que apressemos a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Título Original: Nossa Senhora, Auxiliadora dos cristãos


Site: Bolg Canção Nova.com
Editado por Henrique Guilhon

Consagrada a nova Igreja da diocese de Hai Nan

Hai Nan - China

Cléofas

A diocese de Hai Nan, formada por uma pequena ilha do sudeste da China, celebrou dois acontecimentos memoráveis em 17 de maio, solenidade da Ascensão: a nova igreja dedicada ao Sagrado Coração de Jesus foi consagrada e, sessenta anos depois da última ordenação, finalmente foi ordenado um novo sacerdote.

Segundo a agência Fides, mais de 600 fiéis assistiram à celebração presidida por dom Gan Jun Qiu, bispo de Guang Zhou, e concelebrada por outros bispos e cerca de sessenta sacerdotes. 

Um vínculo especial une o novo sacerdote, Don Zhang, com a nova igreja: sendo seminarista em He Bei, Zhang foi enviado à diocese de Hai Nan para realizar as suas práticas pastorais antes da ordenação. Em Hai Nan, as autoridades locais doaram um terreno à comunidade católica e o pároco pediu ao bispo de Tang Shan, diocese de Zhang, que o jovem se encarregasse da construção da nova igreja. O custo do templo foi de 1,1 milhão de dólares, conseguido através de doações dos fiéis e, em parte, com o financiamento das autoridades. 

Durante dois anos, o jovem seminarista ia e vinha de bicicleta para vistoriar os trabalhos nas obras da igreja. Zhang conquistou a tal ponto o carinho dos fiéis que o bispo solicitou a sua incardinação na diocese de Hai Nan, onde ele celebrou missa precisamente durante a consagração da nova igreja que ajudou a construir. De acordo com o pároco, a dupla celebração "foi um grande impulso para o futuro da evangelização".

A diocese de Hai Nan foi separada do Vicariato Apostólico de Pakhoi em 1920 e transformada em prefeitura apostólica em 1936, sob os cuidados da Congregação dos Sagrados Corações. Até trinta anos atrás, a diocese tinha um único sacerdote, uma religiosa e apenas uma igreja. Hoje, os fiéis são seis mil, em sua maioria de etnia Han, com alguns poucos das minorias étnicas Li e Miao. A diocese conta com dois sacerdotes, duas religiosas e oito igrejas. 


Site: Cléofas
Editado por Henrique Guilhon



quarta-feira, 23 de maio de 2012

Necessitamos de poderosas armas espirituais



Mons. Jonas Abib

Para ver sua família liberta, você precisa de armas espirituais poderosas. A arma espiritual que Deus está lhe dando é o Espírito Santo, com todos os Seus dons.

A cada um é dada a manifestação do Espírito, em vista do bem de todos. A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de conhecimento segundo o mesmo Espírito. A outro é dada a fé, pelo mesmo Espírito. A outro são dados dons de cura, pelo mesmo Espírito. A outro, o poder de fazer milagres. A outro, a profecia. A outro, o discernimento dos espíritos. A outro, a diversidade de línguas. A outro, o dom de as interpretar. Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num só Espírito, para formarmos um só corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito (I Cor 12,7-10.12-13).

Quando nasce uma criança, a primeira coisa que se quer saber é se ela é perfeita. Os pais da criança a querem perfeita: que não lhe falte nenhum de seus órgãos. É doloroso quando a criança nasce sem algum órgão.

Deus não quer o corpo, que é a Sua Igreja, com deficiências: ao contrário, Ele quer que ele tenha todos os membros perfeitos. Não basta ter orelhas, é preciso ouvir. Não basta ter olhos, é preciso ver. Não basta ter boca, é preciso falar. Não basta ter pés, é preciso andar. Não basta ter mãos, é preciso movê-las.

O Altíssimo não quer uma Igreja atrofiada. Se padecemos tanto é porque o inimigo de Deus nos tem amarrado, cegado, ensurdecido, amordaçado e segurado nossos pés e nossas mãos para não andarmos nem agirmos: ele tem nos impedido de usar os dons. Já fomos impedidos demais! Deus não quer mais isso, Ele quer que os dons do Espírito Santo estejam em Seu corpo, que é a Igreja.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova


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Título Original: Você necessita de armas espirituais poderosas


Site: Canção Nova.com
Editado por Henrique Guilhon

A Igreja e a Teoria da Evolução



Ecclesia Militans

Uma das maiores objeções contra a Igreja Católica é a crença de que ela, no decorrer de sua história, tenha feito oposição e até mesmo obstruído os avanços científicos conquistados pelo homem. A retórica comum é de que fé opõe a razão e portanto, a Igreja Católica seja adversa à razão, de modo a perpetuar sua própria existência. Esta afirmação, felizmente, não corresponde a verdade; e para aqueles que conhecem a história da Igreja, é fácil comprovar que ela, em sua sabedoria, declara que fé e razão não se opõe, mas se complementam. A Constituição Pastoral Gaudium et Spes afirma:

“Se a pesquisa metódica, em todas as ciências, proceder de maneira verdadeiramante científica e segundo as leis morais, na realidade nunca será oposta à fé: tanto as realidades profanas quanto as da fé originam-se no mesmo Deus. Mais ainda: Aquele que tenta perscurtar com humildade e perseverança os segredos das coisas, ainda que disto não tome consciência, é como que conduzido pela mão de Deus, que sustenta todas as coisas, fazendo que elas sejam o que são.” (Gaudium et Spes, 36)

A Ciência e a Bíblia

A Bíblia é a Revelação dos Planos de Deus ao homem. É por meio dela que o Senhor revelou Seus desígnos para a humaninade. Ela é o Relato da História da Salvação que teve início no Livro do Gênesis e progrediu até o Evangelho com o Nascimento, Morte e Ressurreição de Cristo, Nosso Salvador. Portanto, é um erro encará-la como um mero livro de história escrito por homens, ou ainda como o relato da história natural do universo. Ela é, na verdade, a História da Salvação do homem, escrita por homens, sob inspiração Divina pelo poder do Epsírito Santo.

Quando meditamos sobre os eventos relatados em Gênesis, por exemplo, havemos de considerar que a mensagem principal revelada por Deus naquele livro e não é um relato literal de como o Universo e a vida foram criados, não é tratado científico. Através do Gênesis, Deus falou-nos em linguagem humana, de uma forma que o homem pudesse compreender aquilo que Ele desejava comunicar, ou seja, que Ele é o criador do Universo e tudo nele contido. Ele é o Senhor de todas as coisas, o único Deus Verdadeiro.

Vejamos, por exemplo, a afirmação do Bem-Aventurado João Paulo II feita em 1994 à Pontifícia Academia de Ciência: “A teoria evolucionista convém com a fé cristã”.

A Igreja proclama que a Revelação Divina foi encerrada no Verbo encarnado; Jesus Cristo. Mas ela afirma também que o entendimento dessa Revelação tem sido desvendado à Igreja pelo Espirito Santo, seu Guia, através dos Séculos. Assim, por 100 anos – desde a fomentação da teoria evolucionista por Charles Darwin – a Igreja Católica não formulou uma posição oficial ou dogmática sobre a teoria da evolução. Contudo, ao contrário da crença comum, ela jamais negou que tal teoria merecesse crédito científico. Talvez por esse motivo o livro de Charles Darwin, Origem das Espécies jamais foi incluído no Index Librorum Prohibitorum, ou Índice de Livros Proibidos da Igreja. No documento Humani Generis, O Papa Pio XII concedeu liberdade academica ao estudo das implicações científicas relacionadas com a teoria da evolução, desde que nenhum dogma Católico fosse violado em consequência disso. Obviamente, essa postura reflete uma cautela peculiar à Igreja, visto que seus pronunciamentos dogmáticos devem ser infalíveis.

Dentro desse mesmo espírito, o então Papa João Paulo II declarou à Pontíficia Academia de Ciência sobre o documento Humani Generis:

“Hoje, mais de meio século depois do aparecimento dessa encíclica, algumas novas descobertas nos levam em direção ao reconhecimento da evolução como mais do que uma hipótese. Na verdade, é notável que esta teoria tem tido uma influência cada vez maior sobre o espírito de pesquisadores, seguindo uma série de descobertas em diferentes disciplinas acadêmicas. A convergência nos resultados destes estudos independente, que foi planeado nem procurou constitui em si um argumento significativo a favor da teoria”.

No mesmo pronunciamento, João Paulo II rejeitou qualquer teoria da evolução que fornece uma explicação materialista para a alma humana:

“As teorias da evolução que, por causa das filosofias que as inspiram, consideram o espírito ou como emergente das forças da matéria viva, ou como um epifenômeno simples dessa1a matéria, são incompatíveis com a verdade sobre o homem”.

Ai constatamos novamente a fidelidade da Igreja aos ensinamentos contidos nas Sagradas Escrituras, pois a Bíblia nos ensina que Deus é o criador do Universo e de toda vida nele contida. Assim, é correto afirmar que a vida humana não é o resultado de uma seleção aleatória, ou uma consequência acidental da evolução, mas a expressão concreta do desejo de Deus para a existência do homem.

Em seu comentário sobre o Gênesis intitulado “No princípio”, o Papa Bento XVI, então Cardeal Joseph Ratzinger, falou da “unidade interior da criação e da evolução e da fé e da razão” e que estes dois domínios do conhecimento são complementares, não contraditórios:

Não podemos dizer: criação ou evolução, na medida em que essas duas coisas respondem a duas realidades diferentes. A história do pó da terra e do alento de Deus, que acabamos de ouvir, de fato não explicam como os seres humanas vieram a existir, mas sim o que são. Ele explica sua origem mais profunda e lança luz sobre o projeto que eles são. E vice-versa. A teoria da evolução tenta entender e descrever a evolução biológica. Mas ao fazê-lo ela não pode explicar de onde o “projeto” de seres humanos vem, nem a sua origem interna, nem a sua natureza particular. Nessa medida, somos confrontados aqui com duas complementares, ao invés de excludentes de realidades. (Cardeal Ratzinger, “No princípio: uma compreensão católica da História da Criação e da Queda” (Eerdmans, 1995), p. 50.)

Mais recentemente, o Papa Bento XVI em sua homilia na Vigília pascal de 2011 declarou que era errado pensar que em algum momento “em algum canto minúsculo ponto do cosmos” evoluíram aleatoriamente algumas espécies de seres vivos capazes de raciocinar e de tentarem encontrar a racionalidade dentro da criação, ou para trazer racionalidade para a ela.”

Portanto, é correto afirmar que aIgreja Católica hoje rejeita tanto a teoria do Criacionismo – que acredita na intepretação literal do que está relatado em Gênesis – quanto o chamado Desenho Inteligente – que ensina que a evolução da vida humana, assim como outras caracteristicas do universo, se devam ao fator inteligência, e não por conta de uma seletividade natural.

Na conferência realizada em março de 2009 pela Pontifícia Universidade de Roma, marcando o 150 º aniversário da publicação da Origem das Espécies, em geral, ficou confirmada a ausência de conflito entre a teoria da evolução e a teologia católica, bem como a rejeição do Desenho Inteligente pelos estudiosos Católicos.

Assim, a Igreja deferiu aos cientistas as questões como a idade da Terra e da autenticidade do registro fóssil. Pronunciamentos papais, juntamente com comentários dos cardeais, aceitaram as conclusões de cientistas sobre o aparecimento gradual da vida. A postura da Igreja é que qualquer aspecto, mesmo que gradual deve ter sido guiado de alguma forma por Deus, embora até agora a Igreja não tenha definido de que forma isso ocorreu.

Título Original: A Igreja Acredita na Teoria da Evolução?


Site: Ecclesia Militans
Editado por Henrique Guilhon

terça-feira, 22 de maio de 2012

Pastor é acusado de abuso sexual de menor


Catia

Um pastor evangélico de 69 anos, foi preso no bairro Santa Cândida em Curitiba, na manhã de terça-feira (22/05/12), acusado de pedofilia.

A prisão foi feita por agentes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), depois que receberam um comunicado da polícia de São Paulo. 

O pastor estava sendo procurado desde 2007, por envolvimento com pedofilia, em cidades do interior paulista. "Ele tinha um mandado de prisão no nome, e estava se escondendo em Curitiba", disse o delegado Alexandre Macorin. 

Segundo ele, o pastor trabalhava para a igreja Assembléia de Deus. O idoso será apresentado na sede do Cope, no Boqueirão. 

Título Original: Pastor de igreja evangélica acusado de abuso de menores é preso em Curitiba


Site: Macabeus Comunidades.blogspot.com.br
Editado por Henrique Guilhon

Santa Rita de Cássia





Santa Rita de Cássia
Plinio Maria Solimeo

Exemplo de virtude em todos os estados de vida pelos quais passou. Sua intercessão é tão poderosa, que se tornou advogada de pessoas com problemas insolúveis 

No último quartel do século XIV, vivia em Roccaporena, bispado de Espoleto, na Úmbria, Itália, um casal modelar que tinha o dom de recompor as discórdias e os mal-entendidos, de tal modo que eram conhecidos como “os pacificadores de Jesus Cristo”. Seu nome não ficou registrado na História.

Entretanto, uma grande tristeza toldava-lhes a alma, pois não tinham filhos. Apesar de já estarem avançados em anos, continuavam rogando aos Céus para que lhes fosse concedido um herdeiro. Essa fé inabalável foi agradável a Deus, que atendeu o pedido renovando em favor desse casal o milagre que havia operado outrora com Sant’Ana e Santa Isabel. Mais ainda: um anjo apareceu à feliz futura mãe, comunicando-lhe que daria à luz uma filha, que seria muito amada de Deus e estimada por sua eminente virtude. Os pais deveriam dar-lhe o nome de Margarida (em italiano, Margherita). Com o diminutivo Rita, a futura Santa seria conhecida universalmente.

Conta-se que, quando a recém-nascida estava no berço, um enxame de abelhas brancas como a neve girava em torno de seus lábios, como se fossem flores das mais perfumadas.

Com tais sinais de predestinação, a infância e adolescência de Rita só poderiam ser de uma inteira conformidade com a vontade de Deus.

Matrimônio forçado e infeliz

Aos 12 anos Rita já era uma adolescente de coração nobre, generoso e compassivo, de entendimento vivo, sólido, penetrante e perspicaz. Nessa idade resolveu fazer voto de virgindade. Mas seus pais, embora virtuosos, tinham olhares mais mundanos. Temendo que eles logo faltassem, deixando sozinha essa filha tão longamente desejada, resolveram casá-la com um muito bom partido. Rita relutou muito em aceitar essa idéia, que ia contra seus mais profundos desejos, mas foi inspirada pelo Senhor a submeter-se à vontade dos pais, pois Deus queria que ela se santificasse em todos os estados de vida. Portanto, também no de casada.

Ora, o esposo escolhido para Rita foi Paulo Ferdinando, nobre, rico, poderoso, mas de gênio insuportável, irascível e incontinente. Apesar de a jovem esposa procurar fazer-lhe sempre a vontade e o tratar com a mais extrema docilidade, ele a maltratava com palavras e mesmo com agressão física.

Rita tudo suportava com espírito sobrenatural, sendo assistida em suas angústias pelos três santos de que era mais devota: São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau Tolentino. Eles a incentivavam a carregar com paciência sua cruz, oferecendo tudo pela conversão do marido.
Conversão e morte do marido

O martírio de Rita durou 12 anos. Tocado enfim pela tão heróica virtude que via em sua esposa, Paulo começou a mudar. De colérico, altivo, soberbo e dissoluto, passou a ser modesto, humilde, casto e virtuoso.

Agradecendo muito a Deus, Rita esforçou-se então para incentivar o marido e os dois filhos, que a Providência lhe dera, a progredirem na senda da virtude.

Entretanto, não há felicidade completa nesta terra. Paulo Ferdinando foi assassinado por inimigos políticos, a quem ele outrora havia ofendido. Foi um choque tremendo para Rita, que procurou por orações e obras meritórias sufragar a alma do marido.

Como viúva, Rita foi também um modelo, a exemplo do que fora como virgem, esposa e mãe. Dedicou-se de corpo e alma a seus dois filhos, suplicando-lhes continuamente que perdoassem os assassinos do pai, e que não procurassem vingança.

Mas eles, logo após a adolescência, juraram vingar o horrendo crime. De nada valeram os pedidos e as lágrimas da mãe. Esta, então, tomou uma resolução heróica: pediu a Deus que, se eles persistissem nesse intento e fossem ofendê-Lo com tal pecado, que lhes fosse tirada a vida. E foi ouvida. Um após o outro, os dois filhos morreram com todos os auxílios da Religião, perdoando os assassinos.

Entrada milagrosa no convento


Desfeitos todos os laços que a prendiam à terra, Rita podia agora realizar seu sonho primeiro, de consagrar-se inteiramente a Deus num convento. Procurou o de Santa Maria Madalena, da Ordem de Santo Agostinho, seu patrono, e pediu admissão. Mas esta casa religiosa não recebia viúvas. Ela insistiu mais duas vezes, e nas duas foi recusada.

Resolveu então transformar sua casa num lugar de retiro, onde pudesse viver inteiramente isolada, como a mais observante das eremitas.

Num dia em que rezava fervorosamente em sua casa, ouviu batidas na porta. Quando a abriu, viu seus protetores São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino, que lhe disseram: “Vem, já é tempo de que entres no mosteiro no qual foste tantas vezes recusada”. Transportando-a pelos ares, fizeram-na entrar, apesar de todas as portas e janelas estarem fechadas. As freiras, diante desse milagre, viram que era vontade de Deus que Rita fosse uma delas. E a receberam de todo o coração.

Rita começou seu noviciado como a mais fervorosa das noviças. Embora procurando fugir de toda singularidade, cumpria eximiamente todos os pontos da regra.

Para provar sua obediência, a superiora mandou que regasse todos os dias um tronco seco de videira. Com a maior simplicidade ela desincumbia-se da tarefa, até que um dia, milagrosamente, o tronco germinou e dele nasceu a parreira que até nossos dias se pode ver no convento de Cássia. As religiosas enviavam cachos de uvas dessa parreira ao Santo Padre.

Em sua testa, um espinho da Coroa de Espinhos



Santa Rita de Cássia recebe o espinho de Nosso Senhor Jesus Cristo

Certo dia, ouvindo as palavras de Nosso Senhor no Evangelho, “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”,entrou em êxtase e compreendeu o significado mais profundo dessas palavras.

Outra vez, ouvindo um sermão de São Tiago das Marcas sobre a coroação de espinhos, sentiu uma tal compunção, que pediu a Nosso Senhor a graça de participar, pelo menos um pouco, desse divino mistério. No mesmo instante, sentiu uma violenta dor na cabeça, como se esta fosse pressionada por espinhos. E viu sair do crucifixo diante do qual rezava um raio de luz dirigido à sua testa, sentindo nela penetrar um agudo espinho. Este provocou tão repugnante chaga, que exalava mau odor, e dela saíam mesmo vermes que escorriam pela face da Santa.

Isso fez com que Rita vivesse os últimos 15 anos de sua vida isolada das outras irmãs e mais entregue à contemplação. Só uma vez desapareceu milagrosamente tal chaga. Foi quando ela quis ir a Roma com as outras irmãs, para ganhar um jubileu, e sua Superiora não o quis permitir por causa do mau odor que desprendia sua chaga. Ela rezou, e a chaga fechou-se sem deixar mesmo cicatriz. Logo que voltou ao seu convento após a viagem a Roma, a chaga reabriu-se e permaneceu até sua morte.

Entretanto, a fama da santidade de Rita extravasou os muros do convento, e muita gente vinha para vê-la. Ela previa os acontecimentos, tinha entendimento dos mais recônditos mistérios e operava milagres.

Nos últimos quatro anos de sua vida, padeceu dolorosa enfermidade, durante a qual demonstrou, em meio às dores, tranqüilidade e paciência inalteráveis. Nesse período, operou-se um milagre que se tornou universalmente conhecido. Uma amiga, que a foi visitar, perguntou-lhe se queria algo. Rita respondeu que gostaria muito de receber uma rosa e uns figos do jardim de sua antiga propriedade em Roccaporena. Estava-se no maior rigor do inverno europeu, quando a natureza parece morta. Embora estranhando muito tal pedido, a amiga foi ao citado jardim e, maravilhada, viu bonitas rosas e uma figueira carregada de frutos, que colheu e levou à Santa.

“Vida” post-mortem de Rita de Cássia



Altar e corpo incorrupto da Santa

Rita entregou sua alma a Deus no dia 22 de maio de 1456. Pode-se dizer que então começou sua pós-vida.

Imediatamente depois de sua morte, os sinos de todas as igrejas de Cássia começaram a tocar por si mesmos, enquanto uma fragrância sobrenatural invadiu todo o convento. Seu corpo parecia rejuvenescido, sua face brilhava. A chaga de sua testa, tão repugnante antes, emitia raios como se fosse uma estrela.

Rita de Cássia foi beatificada no dia 2 de outubro de 1627. Nesse dia, celebraram-se em Cássia solenes cerimônias. Porém, na procissão que se formara, ocorreu viva discussão entre clérigos seculares e religiosos sobre quem devia ter a precedência. Nesse momento, em presença de milhares de peregrinos, o corpo de Rita abriu os olhos, que refulgiram como o de pessoa viva. Os gritos de “milagre!”, “milagre!” fizeram com que a disputa terminasse. Ela foi canonizada em 1900, por Leão XIII.

Outro milagre foi a conservação de seu corpo até nossos dias. Até pelo menos o início do século XX — passados, portanto, mais de quatro séculos de sua morte — no dia de sua festa, o corpo da Santa levantava-se do fundo do relicário onde está, até a superfície da grade do coro das religiosas. Notou-se também que, de tempos em tempos, o corpo muda de posição. Por exemplo, em 1926, sua face, que estava voltada para aqueles que a ela dirigiam suas preces, moveu-se, passando a olhar para o Céu.

Título Original: Santa Rita de Cássia: Santa dos Impossíveis e Advogada das Causas Perdidas


Site: Lepanto
Editado por Henrique Guilhon